Carlinhos da Cohab rebate Gilson Machado e afirma: “O Polo não precisa de salvador, precisa de respeito”


Vereador destaca força coletiva dos empreendedores e critica tentativa de capitalização política sobre a história do setor

A recente declaração do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, de que teria “salvado” o Polo de Confecções do Agreste voltou a repercutir em Santa Cruz do Capibaribe e provocou reação imediata do vereador Carlinhos da Cohab.

Em entrevistas e também nas redes sociais, Gilson atribuiu a si a interrupção de um suposto acordo comercial que permitiria a entrada de roupas chinesas no Brasil com taxação zero — cenário que, segundo ele, poderia levar ao fechamento do Polo. A narrativa, no entanto, foi contestada por Carlinhos, que classificou a versão como distante da realidade vivida pelo setor.

Para o vereador, o Polo de Confecções não é fruto de decisões isoladas nem depende de “intervenções salvadoras”, mas sim da força coletiva de milhares de trabalhadores e empreendedores que sustentam a economia da região há décadas.

“O Polo não tem dono e não precisa de salvador. Ele é defendido todos os dias por quem acorda cedo, abre sua banca, enfrenta dificuldade e faz a economia girar”, afirmou Carlinhos.

O parlamentar destacou que a história do Polo é marcada justamente pela resistência diante de desafios constantes, incluindo a concorrência com produtos importados, muito antes de qualquer episódio recente citado no debate político.

“Essa gente já enfrentou crise, concorrência internacional, falta de incentivo e nunca deixou o Polo cair. Não é agora que alguém vai reescrever essa história para tirar proveito político”, completou.

Sem citar apenas o ex-ministro, mas ampliando o tom crítico, Carlinhos também fez referência indireta ao que chamou de tentativa de distorção dos fatos por parte de figuras públicas que buscam capitalizar eleitoralmente sobre o setor.

“O que a gente vê são versões sendo moldadas para gerar dividendos políticos. Mas aqui em Santa Cruz o povo conhece a verdade, porque vive ela todos os dias”, disse.

A fala do vereador reforça um sentimento comum entre comerciantes e trabalhadores do Polo: o reconhecimento de que o desenvolvimento da cadeia de confecções no Agreste é resultado de esforço coletivo, inovação e capacidade de adaptação — e não de ações pontuais de agentes políticos.

O episódio reacende o debate sobre o uso político de pautas econômicas locais e sobre a importância de reconhecer, de forma fiel, a trajetória de quem construiu o Polo de Confecções, hoje um dos maiores do país.

Carlinhos manda um recado direto:

“Antes de querer ser protagonista, é preciso respeitar quem sempre esteve aqui fazendo o Polo acontecer.”

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