Obra para implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Surubim está na reta final


Interiorizar o saneamento básico tem sido o grande desafio do Governo de Pernambuco, que vem realizando obras para implantação de sistemas de esgoto em vários municípios. Por isso, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) comemora o início da operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Surubim, no Agreste, ainda em fase de testes, para coletar e tratar o esgoto nos primeiros bairros da cidade - Centro, São José, Salgado e Coqueiro - beneficiando 12 mil pessoas. A obra para construção do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Surubim está 90% concluída, e para finalizar todo projeto, ainda falta implantar sete mil metros de rede coletora e cinco mil ligações intradomiciliares.

Quando terminar essa fase, prevista para março, a Compesa irá ampliar o atendimento dos serviços de esgoto para mais 30 mil pessoas em Surubim. A obra já realizou a implantação de 60 mil metros de rede coletora e 110 mil metros de ramais de calçada, além de oito Estações Elevatórias (bombeamento) e a ETE, esta última, com a capacidade de tratar 50 litros de esgoto por segundo - suficiente para atender a população contemplada na primeira fase do projeto. Segundo o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento- Compesa, Roberto Tavares, “Surubim é mais uma cidade que terá a realidade do saneamento básico transformada em Pernambuco, a partir dos investimentos conquistados pelo governador Paulo Câmara”.


O diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio, aproveita para esclarecer que, ao longo da execução da obra, a companhia encontrou maior dificuldade nas ruas centrais da cidade onde se concentram o comércio, bancos, órgãos públicos, feira livre e, consequentemente, um maior fluxo de pessoas. “A infraestrutura dos bairros, com casas compartilhadas e a incidência de pisos dos mais diversos tipos dificulta um pouco a execução do serviço. Contamos com a colaboração da população para desempenhar o trabalho e preparar as residências para a coleta e o tratamento adequados dos resíduos domésticos”, explica.

De acordo com o diretor, a companhia tem recomendado à empresa executora da obra que as ações necessárias sejam planejadas e realizadas buscando minimizar os transtornos aos moradores. "Uma obra de engenharia sempre gera algum tipo de incômodo para a população, mas pedimos a compreensão de todos para essa fase temporária", argumenta Rômulo Aurélio, pontuando que os moradores têm sido informados das ações através de um trabalho porta a porta desenvolvido pela equipe social da Compesa. O diretor também lembra a importância de uma obra de esgoto para a saúde das pessoas. O projeto recebe um investimento de R$ 93 milhões, recursos do Governo do Estado, Compesa e Banco Mundial e é uma das ações que integram o Programa de Despoluição do Rio Capibaribe.

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