Monica de Bolle alerta para importância da política externa nas eleições de 2026

Monica de Bolle

A economista Monica Baumgarten de Bolle fez um alerta importante sobre as eleições presidenciais brasileiras de 2026 durante participação no programa “O Mundo é Um Moinho”, da TV GGN. Na entrevista conduzida pelo cientista político Pedro Costa Jr., com participação do economista José Kobori, ela destacou que o Brasil precisa escolher um presidente que compreenda profundamente a política externa e o cenário geopolítico internacional.

Segundo a economista, o debate eleitoral no Brasil costuma se concentrar em temas internos, como inflação, emprego e políticas sociais. No entanto, ela avalia que essa visão é limitada diante do contexto global atual, marcado por tensões geopolíticas, disputas comerciais e rearranjos nas relações entre grandes potências.

Mundo em transformação exige líderes preparados

Durante a entrevista, Monica de Bolle destacou que o mundo vive uma fase de transformações profundas, com disputas estratégicas entre potências como Estados Unidos e China, além do fortalecimento de blocos econômicos e alianças internacionais.

Para ela, esse cenário exige que o presidente da República tenha capacidade de compreender essas dinâmicas e posicionar o Brasil de maneira estratégica.

De acordo com a economista, decisões relacionadas à política externa têm impacto direto na economia brasileira, influenciando comércio internacional, investimentos estrangeiros, acesso a mercados e até questões ligadas à segurança energética e alimentar.

Experiência internacional como diferencial

Durante a conversa, De Bolle citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de líder com experiência na área de relações internacionais. Segundo ela, Lula construiu ao longo de sua trajetória política uma rede de interlocução com diversos líderes mundiais e organismos multilaterais.

Esse perfil, na avaliação da economista, ajuda o Brasil a retomar protagonismo diplomático e ampliar sua capacidade de diálogo em um mundo cada vez mais complexo.

Alerta para o eleitor brasileiro

O principal ponto levantado por Monica de Bolle é que o eleitor brasileiro precisa passar a considerar também a dimensão internacional ao escolher seus governantes.

Na visão da economista, o Brasil precisa de líderes capazes de dialogar com diferentes potências, negociar acordos comerciais e compreender os desafios da geopolítica contemporânea.

Em um cenário global cada vez mais competitivo e multipolar, ela defende que a política externa deve ser vista como um fator estratégico para o desenvolvimento do país e não apenas como um tema secundário no debate eleitoral.

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