Até então, prioridade do presidente eleito era negociar com bancadas temáticas no Congresso. Futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, prevê na base do governo 350 dos 513 deputados.
Por G1 — Brasília
O presidente eleito
Jair Bolsonaro (PSL) receberá nesta semana mais de 100 parlamentares de quatro partidos para reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília, segundo informou a agenda divulgada pela assessoria.
As conversas com integrantes das bancadas de MDB, PRB, PR e PSDB foram intermediadas pelo futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição.
As conversas com integrantes das bancadas dos partidos têm por objetivo assegurar maioria parlamentar no Congresso e tentar garantir a aprovação de projetos cujo teor transcende interesses específicos das bancadas temáticas, como a reforma da Previdência, por exemplo. Onyx Lorenzoni, que deve ficar responsável pela articulação política,
prevê que a base governista na Câmara terá 350 dos 513 deputados.
"O presidente vai receber, de terça da semana que vem até perto do Natal, todas as bancadas do nosso campo político. Nós vamos ter uma base aí superando 350 parlamentares, sem 'toma-lá-dá-cá', ponto fundamental para a gente", disse o ministro em
entrevista ao programa do jornalista Roberto D'Avila, na GloboNews, exibida na última sexta-feira (30).
Agenda de Bolsonaro em Brasília
Terça-feira (4)
7h - decolagem do Rio de Janeiro para Brasília
10h - audiência ministra Tereza Cristina (DEM-MS)
14h30 - atendimento a autoridades
15h - Onyx Lorenzoni e bancada do MDB (34 parlamentares)
16h30 - Onyx Lorenzoni e bancada do PRB (30 parlamentares)
Quarta-feira (5)
9h - atendimento a autoridades diplomáticas, na Granja do Torto
11h - audiência no QG do Exército
17h - Onyx Lorenzoni e bancada do PR (33 parlamentares)
16h30 - Onyx Lorenzoni e bancada do PSDB (11 parlamentares)
Quinta-feira (6)
9h - atendimento a autoridades e parlamentares, na Granja do Torto
17h - decolagem de Brasília para o Rio de Janeiro
O PSDB, um dos partidos que se reúne com Bolsonaro em Brasília,
não o apoiou na reta final da campanha. Logo após o primeiro turno, o partido que teve como candidato Geraldo Alckmin, decidiu não apoiar nem Bolsonaro nem seu adversário no segundo turno, o candidato Fernando Haddad (PT).
O partido também liberou os diretórios estaduais e filiados para que fizessem suas escolhas. Na ocasião, Geraldo Alckmin, presidente da legenda anunciou que o PSDB não daria apoio e também não iria compor com o governo eleito. Mas o governador eleito de São Paulo,
João Dória (PSDB), declarou apoio a Bolsonaro e durante toda a campanha do segundo turno associou o nome dele ao do presidente eleito.
Ministérios
A expectativa é que Bolsonaro defina nesta semana os nomes de mais ministros, como aconteceu nas passagens anteriores do presidente eleito pela capital federal.
Até o momento, o presidente eleito
indicou 20 ministros para integrar seu futuro governo. Na campanha, Bolsonaro disse que reduziria número de ministérios de 29 para "no máximo", 15, mas já afirmou que podem ser mais de 20.
Esta é a
quinta vez que Bolsonaro volta a Brasília após a
vitória nas urnas, em 28 de outubro. O novo governo toma posse no dia 1º de janeiro.
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