A consagração da Estação Primeira de Mangueira como grande campeã do Carnaval carioca em 2019 foi comemorada por políticos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). A escola trouxe um enredo altamente politizado, recontando a história do Brasil sob o ponto de vista dos que sempre estiveram do lado mais fraco no poder: negros, mulheres e índios.
No desfile, muitas críticas à ditadura militar e à opressão das populações mais vulneráveis do país. Um dos pontos altos foi a homenagem à vereadora do PSol Marielle Franco, assassinada em março do ano passado, com sua viúva, Mônica Benício, desfilando à frente da ala dedicada à memória de Marielle.
A escola denunciou o genocídio dos povos indígenas, a escravidão e o feminicídio
CELSO PUPO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A Mangueira foi a sexta agremiação a entrar na avenida
A Mangueira trouxe a bandeira do Brasil em verde e rosa
DIEGO MARANHÃO/AM PRESS & IMAGES/ESTADÃO CONTEÚDO
Com troféu em mãos, os integrantes da Mangueira vibraram nesta quarta-feira (6/3)
FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
Clima de comemoração quando a escola foi anunciada campeã,
antes mesmo do anúncio da última nota, no quesito fantasia
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Amigo de Marielle e parceiro político da vereadora, o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ), que também desfilou na escola, usou sua conta no Twitter para comemorar o título.
Mangueira!!!! Salve, verde e rosa! Parabéns! Desfile forte e emocionante!!! Brasil, chegou a ver de ouvir de ouvir as Marias, Mahins, Marielle, malês!!
Freixo lembrou dos apoiadores do presidente que quebraram e exibiram nas redes sociais a placa partida com o nome vereadora, que havia batizado uma rua do Rio de Janeiro.
A @gresmangueira decidiu cantar os esquecidos, homenagear o sangue dos que lutaram e lutam por um Brasil mais justo e digno. Fez um grande desfile, levantou a Sapucaí e caiu nas graças do povão. Parabéns pelo título!
Dia de celebrar o papel das mulheres negras na história do Brasil! Mangueira, campeã do carnaval 2019, homenageou Marielle, Leci, Dandara, Maria e Mahins! Uma história recontada contra a opressão, pela liberdade!
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