Exclusão de Carlinhos da Cohab por Helinho Aragão levanta questionamentos sobre clima no grupo Taboquinha


Nos bastidores da política de Santa Cruz do Capibaribe, cresce a percepção de que o vereador Carlinhos da Cohab, há muito tempo um dos mais atuantes defensores do grupo Taboquinha, passou a ocupar uma posição cada vez mais desconfortável dentro do próprio campo político. Reconhecido pela firmeza e pela disposição em defender o grupo em momentos difíceis, Carlinhos também construiu sua trajetória com um diferencial: nunca deixou de expressar posições críticas quando julgou necessário, como ocorreu no episódio do rompimento com o deputado federal Eduardo da Fonte, do qual discordou publicamente.

Mesmo assim, nos últimos dias, fatos políticos têm chamado atenção. Nesta semana, o vereador foi às redes e à tribuna para defender com veemência a gestão do prefeito Helinho Aragão diante de questionamentos sobre o kit escolar, reforçando seu alinhamento e deixando claro de que lado está. Ainda assim, o gesto não foi suficiente para evitar um episódio que gerou repercussão: Carlinhos não foi incluído em uma reunião convocada pelo prefeito com vereadores da base governista, realizada neste feriado de Tiradentes.

Para observadores da cena política local, a sequência de acontecimentos levanta questionamentos inevitáveis. Até que ponto é coerente deixar de fora alguém que sempre esteve na linha de frente da defesa do grupo? E mais: estariam alguns atores políticos mudando de postura após a chegada ao poder? Nos corredores, a leitura que ganha força é a de que a política, por vezes, revela um traço conhecido, o da ingratidão.

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