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POR DENTRO DAS ELEIÇÕES | #20: Começou a campanha: o que muda a partir de agora?

Depois de semanas acompanhando convenções, pré-candidaturas, regras, prazos e cuidados que podem evitar problemas na Justiça Eleitoral, chegamos ao momento que muitos aguardavam.

A campanha eleitoral começa oficialmente.

A partir de 16 de agosto, está liberada a propaganda eleitoral para as Eleições 2026, inclusive na internet, dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.

É o momento em que os candidatos deixam a fase de preparação e passam a apresentar suas propostas diretamente ao eleitor.

Agora é permitido pedir voto

A partir de 16 de agosto, candidatas e candidatos podem realizar propaganda eleitoral e pedir votos, respeitando as regras estabelecidas pela Lei nº 9.504/1997 e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A campanha pode ocupar as ruas, as redes sociais e os demais meios autorizados pela legislação.

Mas atenção: começar a campanha não significa que tudo está liberado.

As regras continuam valendo — e a fiscalização também.

O que pode a partir de agora?

Entre as formas de propaganda permitidas estão:

  • divulgação de propostas e mensagens de campanha;
  • propaganda nas redes sociais e na internet;
  • distribuição de santinhos, folhetos e outros materiais gráficos permitidos;
  • caminhadas, passeatas e carreatas;
  • comícios e reuniões;
  • utilização de bandeiras e adesivos dentro das regras;
  • uso de carros de som e minitrios nas situações autorizadas pela legislação;
  • impulsionamento de conteúdo na internet, observadas as exigências legais.

A propaganda eleitoral na internet também precisa seguir regras específicas quanto à identificação do responsável, contratação e conteúdo divulgado.

E o que continua proibido?

Mesmo com o início oficial da campanha, existem limites.

A legislação continua proibindo, entre outras práticas:

  • compra de votos;
  • distribuição de brindes ou vantagens ao eleitor;
  • showmícios;
  • propaganda em locais proibidos;
  • uso indevido de bens ou serviços públicos;
  • impulsionamento irregular;
  • utilização de perfis falsos ou mecanismos proibidos;
  • divulgação de conteúdos que violem as regras eleitorais;
  • práticas destinadas a desequilibrar a disputa.

A campanha também precisa respeitar as regras de arrecadação, gastos e prestação de contas.

As redes sociais entram de vez na disputa

Se antes as redes sociais já eram importantes, a partir de agora elas passam a ser um dos principais espaços da campanha.

Candidatos poderão divulgar propostas, apresentar agendas, conversar com eleitores e produzir conteúdo eleitoral.

Mas é justamente nesse ambiente que a equipe precisa redobrar os cuidados.

Antes de publicar, é preciso conferir.

Uma informação falsa, uma montagem, um ataque sem fundamento ou um impulsionamento feito de forma irregular pode transformar uma ação de campanha em um problema jurídico.

A rua também volta a ser palco da política

A partir de 16 de agosto, a campanha poderá ganhar as ruas.

Bandeiras, adesivos, material gráfico, caminhadas, carreatas e comícios passam a fazer parte oficialmente do cenário eleitoral, sempre observando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Carros de som e minitrios, por exemplo, possuem regras próprias e não podem ser utilizados de qualquer maneira.

E o eleitor?

O eleitor também precisa estar atento.

A partir de agora, aumentará significativamente a quantidade de informações, promessas, pesquisas, vídeos, opiniões e propaganda que chegarão ao celular e às ruas.

É importante separar propaganda de informação, opinião de fato e promessa de proposta viável.

O eleitor não precisa acreditar em tudo o que recebe no WhatsApp ou vê nas redes sociais.

Pesquisar, comparar e questionar também fazem parte do processo eleitoral.

A campanha começa, mas a responsabilidade também

Para candidatos e equipes, o início oficial da propaganda representa uma mudança de ritmo.

A partir de agora, cada publicação, cada evento, cada contratação e cada gasto precisa estar dentro do planejamento e da legislação.

É hora de colocar a estrutura em movimento, mas sem abandonar o cuidado.

Porque uma campanha não é feita apenas de votos.

É feita de estratégia, comunicação, organização, propostas e responsabilidade.

Uma nova fase começa

Durante esta série, falamos sobre propaganda antecipada, redes sociais, impulsionamento, pedido de voto, uso de imagem, brindes, abuso do poder econômico, direito de resposta, prestação de contas, assessoria jurídica, denúncias, Justiça Eleitoral, contratação de pessoal, voto em trânsito e tantos outros assuntos.

Agora, a teoria começa a encontrar a prática.

A campanha começou.

E, a partir de domingo, o eleitor vai conhecer mais de perto os candidatos, suas propostas, seus aliados e suas escolhas.

É também o momento de o jornalismo cumprir seu papel: informar, fiscalizar, questionar e ajudar o cidadão a compreender o que está em jogo.


📌 POR DENTRO DAS ELEIÇÕES — FIM DA SÉRIE

Durante 20 edições, o Blog do Jairo Gomes apresentou informações sobre as regras, os cuidados e os principais aspectos das Eleições 2026.

A partir de agora, o Blog segue acompanhando a campanha, trazendo notícias, entrevistas, análises, bastidores e informações de serviço para que nossos leitores possam acompanhar de perto a disputa eleitoral.

A série termina. A cobertura das eleições, não.

Blog do Jairo Gomes — informação para entender as eleições.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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