Autor buscava promover reflexão sobre problemas sociais brasileiros Elaine Patricia Cruz* – Enviada especial Salvador © Rovena Rosa/Agência Brasil Há 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou as ruas, os aromas e a alma baiana em literatura universal. Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia. “É como se Jorge Amado fizesse selfies de Salvador”, comparou o historiador Rafael Dantas. Em entrevista à Agência Brasil , Dantas reforçou que Jorge Amado foi uma espécie de “tradutor desse modo de viver da Bahia e do Brasil ao longo do tempo”. “Se naquela época ele não tinha um celular para fazer uma selfie, ele conseguiu fazer uma selfie ou fazer um registro através de sua escrita, através de sua literatura. E é justamente isso que é tão especial no trabalho do Jorge Amado. Repito, Jorge Amado é um dos pri...