Na análise por segmentos, observa-se que a taxa de intenção de voto em Raquel Lyra é mais alta entre os homens do que entre as mulheres (53%, ante 44%), entre os mais instruídos do que entre os menos instruídos (57%, ante 43%), entre os que reprovam o governo Lula (64%), entre os que aprovam o seu governo (68%) e entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro na eleição presidencial (69%).
Por sua vez, João Campos tem taxas de intenção de voto mais altas entre as mulheres do que entre os homens (47%, ante 38%), entre os menos instruídos do que entre os mais instruídos (49%, ante 32%), entre os que têm renda familiar mensal de até 2 salários mínimos do que entre os que têm renda familiar mensal de mais 5 salários mínimos (46%, ante 24%), entre os que aprovam o governo Lula (53%), entre os que reprovam o governo de Raquel Lyra (77%) e entre os que pretendem votar em Lula na eleição presidencial (55%).
Governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos durante reunião em 17 de janeiro de 2024 - Hesíodo Goés/Governo de Pernambuco
Nesse levantamento, nos dias 25 a 27 de maio de 2026, foram realizadas 1.022 entrevistas presenciais, com eleitores de 16 anos ou mais, de todas as regiões do estado de Pernambuco. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: PE-07888/2026 e BR-04242/2026.
RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS EMPATAM NA TAXA DE REJEIÇÃO
Quando questionados sobre quais dos possíveis pré-candidatos não votariam de jeito nenhum no 1º turno da eleição para governador de Pernambuco, Ivan Moraes lidera, com índice de 59%. Na sequência, aparecem Lyra e Campos, tecnicamente empatados, com índices de rejeição de, respectivamente, 25% e 29%. Uma parcela de 2% rejeita todos os candidatos, 2% votariam em qualquer um deles e 3% não opinaram.
Na análise por segmentos, Campos tem taxas de rejeição mais altas entre os homens do que entre as mulheres (35%, ante 24%), entre os mais instruídos (41%, ante 23% entre os menos instruídos), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 5 salários mínimos (48%, ante 26% entre os que têm renda de até 2 salários mínimos), entre os que reprovam o governo Lula (50%), entre os que aprovam o governo Lyra (39%) e entre os que pretendem votar em Lyra na eleição estadual (54%).
Já, Lyra tem taxas de rejeição acima da média entre os que desaprovam a sua gestão (67%) e entre os que pretendem votar em Campos na eleição estadual (51%).
EM POSSÍVEL CENÁRIO DE 2º TURNO, RAQUEL LYRA VENCE JOÃO CAMPOS POR 51% A 44%
Raquel Lyra lidera o cenário de 2º turno contra João Campos, a atual governadora tem 51% ante 44% do ex-prefeito de Recife. Brancos ou nulos são 4% e indecisos, 1%.
Lyra obtém maiores vantagens sobre Campos entre os homens (57%, ante 39%), entre os que têm 25 a 34 anos (58%, ante 39%), entre os mais instruídos (63%, ante 35%), entre os que tem renda familiar mensal de mais de 5 salários mínimos (64%, ante 31%), entre os moradores do interior (53%, ante 41%), entre os evangélicos (59%, ante 38%), entre os que reprovam o governo Lula (69%, ante 23%), entre os que aprovam o seu governo (72%, ante 26%) e entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro na eleição presidencial (73%, ante 23%).
Já, Campos obtém seus melhores resultados entre os que aprovam o governo Lula (56%, ante 42% de Lyra), entre os que desaprovam o governo estadual (85%, ante 8%) e entre os que pretendem votar em Lula na eleição presidencial (58%, ante 41%).
Pesquisa Datafolha mediu o cenário de intenção de voto para senador de Pernambuco, entre eleitores com 16 anos ou mais, de todo o estado de Pernambuco. De modo estimulado, o Datafolha testou dois possíveis cenários, e em todos eles a liderança é de
Marília Arraes (PDT), sempre seguida por Humberto Campos (
PT). Na eleição deste ano há duas vagas em disputa para o Senado em cada Estado, e por essa razão, a soma dos índices de intenção de voto é de 200% nos cenários analisados.
No primeiro cenário, com oito pré-candidatos testados, Marília Arraes alcança 39% das intenções de voto, seguida por
Humberto Costa (PT), com 32%. Na sequência, empatados aparecem Eduardo da Fonte (PP), com 22%, e Miguel Coelho (União Brasil), com 19%. Outros nomes menos citados foram: Anderson Ferreira (PL), com 16%, Carlos Sant’Anna (NOVO), com 6%, Fernando Dueire (PSD), com 4%, e Paulo Rubem Santiago, com 3%. Dois em cada dez (18%) declaram voto em branco ou nulo para a primeira vaga, e 23% declaram voto branco ou nulo para a segunda vaga. A parcela de indecisos para a primeira vaga é de 7%, e para a segunda, de 10%.
O índice de citações a Marília Arraes e Humberto Costa são mais altos entre os católicos do que entre os evangélicos (respectivamente, 42%, ante 29%, e 35%, ante 26%), entre os que aprovam o governo Lula (49%, e 45%, respectivamente), entre os que desaprovam o trabalho da governadora Raquel Lyra (49%, e 44%), entre os eleitores de Lula (52%, e 46%), e entre os eleitores de João Campos (53%, e 43%).
Arraes (52%), e Costa (46%) são os preferidos para o Senado entre os eleitores de Lula, enquanto entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), Ferreira desponta à frente (41%), com Coelho (26%), da Fonte (25%), e Arraes (20%), empatados na sequência. Entre os eleitores de João Campos (PSB), há a preferência por Arraes (53%), e em segundo lugar, por Costa (43%). Já os eleitores de Raquel Lyra (PSD) estão mais divididos, com intenções de voto diluídas entre Marília Arraes (29%), Eduardo da Fonte (26%), Anderson Ferreira (25%), Humberto Costa (24%), e Miguel Coelho (23%).
No segundo cenário, em que o senador Fernando Dueire (PSD) é substituído pelo pré-candidato Túlio Gadêlha (PSD), Marília mantém a liderança, com 40%, seguida por Costa (31%). Na sequência aparecem da Fonte (21%), e Ferreira (17%). A candidatura de Miguel Coelho é a escolhida de 16% dos eleitores. Com um patamar mais baixo ficam as candidaturas de Gadêlha (8%), Sant’Anna (5%), e Santiago (3%). Uma parcela de 18% que pretende votar em branco ou nulo para a primeira vaga, e 7% estão indecisos. Para a segunda vaga, 23% indicam voto em branco ou nulo, e 11% estão indecisos.
Nesse cenário, a intenção de voto é destacada também entre os segmentos de católicos, do que entre evangélicos, entre os que aprovam o governo Lula, entre os que desaprovam o trabalho de Lyra, entre os eleitores de Lula, e entre os eleitores de Campos. Porém, nesse cenário, Arraes obtém maior preferência entre as mulheres, do que entre os homens (45%, ante 35%).
A MAIORIA (67%) DOS ELEITORES PERNAMBUCANOS APROVAM O GOVERNO DE RAQUEL LYRA
Taxa de aprovação é mais alta no interior do Estado do que na Grande Recife
Após três anos e quatro meses de governo, a gestão de Raquel Lyra apresenta alto índice de aprovação. Dois em cada três eleitores de Pernambuco (67%) aprovam o trabalho do governo estadual, 28% o desaprovam e 4% não opinaram.
A taxa de aprovação do governo Lyra é mais alta entre os moradores do interior do que entre os moradores da Região Metropolitana (72%, ante 61%), entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro na eleição presidencial (80%, ante 62% entre os eleitores de Lula) e entre os que pretendem votar nela para governadora (96%, ante 43% entre os eleitores de João Campos).
O governo Lyra também é bem avaliado, 45% o avaliam como ótimo ou bom, 37% como regular e 16% como ruim ou péssimo. Uma parcela de 2% não opinou.
Observa-se taxa de satisfeitos mais alta entre os moradores do interior do que entre os moradores da Região Metropolitana (50%, ante 40%) e entre os que pretendem votar na reeleição da governadora (72%).
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