PF faz busca e apreensão em endereço vinculado à Precisa Medicamentos

Buscas foram pedidas pela CPI da COVID no Senado e autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)



A Polícia Federal faz busca e apreensão nesta sexta-feira (17/9), em endereço vinculado à empresa Precisa Medicamentos, em Barueri na Região Metropolitana de São Paulo. A operação se estende a outro endereço em Itapevi, onde fica a empresa Luft Healthcare. É lá que ficam armazenados os produtos da Precisa.

As buscas foram pedidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado e autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os policiais federais fazem as buscas desde às 6 horas.

Em nota, a cúpula da CPI - o presidente Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) - afirmaram que as buscas miram no contrato entre a Precisa Medicamentos e a empresa indiana Bharat Biotech. A operação também tem como alvo documentos relacionados a este contrato.

"A CPI buscou de todas as formas obtenção dessas informações junto à empresa e ao Ministério da Saúde, não obtendo êxito. Devido a isso, se fez necessária a utilização deste instrumento judicial", afirma a cúpula.

A Precisa fechou contrato com o Ministério da Saúde, em 25 de fevereiro deste ano, para intermediar a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin a R$ 1,6 bilhão. O negócio entrou na mira da CPI após denúncia dos irmãos Miranda.

O servidor Luis Ricardo Miranda, da Saúde, e o deputado Luis Miranda (DEM-DF) relataram ter ido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, em março, para denunciar irregularidades no contrato.

Segundo eles, a Precisa teria enviado uma 'invoice' - nota fiscal - com pedido de pagamento antecipado de doses.

A solicitação seria contrária ao contrato com o Ministério da Saúde, que teria de pagar após a entrega das doses.

À CPI, o servidor também relatou pressões de superiores pela liberação da importação da Covaxin.

O contrato da Covaxin foi rescindido no fim de agosto, após a Controladoria-Geral da União (CGU) apontar indícios de falsificação em documentos entregues pela Precisa ao Ministério da Saúde. Atualmente, a pasta estuda sanções à empresa.

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