A PREF TEM TRABALHO EM TODO LUGAR
Uma matéria da Folha de São Paulo mostra que, com o aumento da longevidade no Brasil, cada vez mais profissionais estão encarando mudanças de carreira após os 50 anos. O conceito de aposentadoria como período de descanso vem mudando, já que muitos brasileiros continuam trabalhando por necessidade financeira, realização pessoal ou desejo de permanecer ativos. Em 2024, o país registrou o maior índice de ocupação entre pessoas com 60 anos ou mais, com 24,4% dessa faixa etária no mercado de trabalho.
Segundo a reportagem, metade dos aposentados que continuam trabalhando faz isso por necessidade de renda. Especialistas apontam que o envelhecimento da população, a reforma da Previdência e o aumento do custo de vida têm levado muitos idosos a permanecerem economicamente ativos, seja no mercado formal, no empreendedorismo ou em novas profissões.
A matéria da Folha de São Paulo também apresenta histórias de brasileiros que reinventaram suas trajetórias profissionais após os 50 anos. Casos como o da psicóloga Elaine Sicari, que trocou o setor financeiro pela psicologia após enfrentar problemas de saúde, e da professora Giuseppina Rischioni, que segue trabalhando aos 72 anos, mostram que a maturidade tem sido um período de reinvenção e busca por propósito.
Especialistas destacam, porém, que ainda existe preconceito contra trabalhadores mais velhos, o chamado etarismo, o que dificulta a recolocação profissional. Apesar disso, pesquisas indicam que 90% dos profissionais maduros não pretendem parar de trabalhar tão cedo e muitos já planejam ou realizam transições de carreira.
A reportagem conclui que viver mais exigirá carreiras mais longas, além de planejamento financeiro, atualização profissional e adaptação às novas exigências do mercado. Entre as dicas para quem deseja mudar de área estão investir em cursos, ampliar a rede de contatos, buscar autoconhecimento e estar aberto a novos desafios.
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