Do interior de Pernambuco a Brasília: Rondiléia Santos, representante do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares no Encontro Nacional pela primeira infância Protegida nos dias 23 e 24 de fevereiro no Distrito Federal
O encontro reuniu conselheiros tutelares de todo o
país, gestores públicos, pesquisadores, técnicos e representantes de
organizações da sociedade civil comprometidos com o fortalecimento das
políticas públicas voltadas à primeira infância. A iniciativa foi promovida
pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, e contou com o apoio do UNICEF,
do Ministério da Educação, do Conselho Nacional dos Direitos da
Criança e do Adolescente e do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros
Tutelares.
Representando o Fórum Colegiado Nacional de
Conselheiros Tutelares pelo Estado de Pernambuco, Rondiléia Santos levou
para o espaço nacional a experiência construída nos territórios do interior
pernambucano, onde a atuação dos Conselhos Tutelares é muitas vezes a primeira
e mais importante porta de proteção para crianças e adolescentes em situação de
ameaça e violação de seus direitos fundamentais..
Moradora de Cupira, no interior de Pernambuco,
Rondiléia Santos carrega em sua trajetória a força das mulheres ativistas que
transformam suas experiências em compromisso político e social.
Pilar Lacerda e Rondiléia Santos
Durante o encontro, Rondiléia também participou de articulações
estratégicas com a delegação de Pernambuco, contribuindo para a realização
de um levantamento conjunto sobre os principais desafios enfrentados pelos
Conselhos Tutelares no estado. A iniciativa teve como objetivo reunir demandas
e propostas que possam fortalecer as condições de trabalho dos conselheiros
tutelares e aprimorar a atuação do Sistema de Garantia de Direitos.
O levantamento busca de subsidiar futuras agendas institucionais e
políticas públicas que promovam melhorias concretas para os Conselhos Tutelares
de Pernambuco, reconhecendo as diferentes realidades territoriais e a
necessidade de fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes em
todas as regiões do estado.
A participação de Rondiléia Santos no evento contou
ainda com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Cupira, por
meio da gestão do prefeito Eduardo Lira. O apoio reafirma o compromisso
da gestão municipal com o fortalecimento das políticas públicas de proteção à
infância e com a valorização de profissionais que atuam na defesa dos direitos
das crianças e adolescentes.
Defensora dos Direitos Humanos, Rondiléia construiu
uma trajetória sólida na proteção de crianças e adolescentes. É Assistente
social, Especialista em Direitos da Criança e do Adolescente pela Universidade
Federal Rural de Pernambuco, além de possuir especializações em Educação
Especial e Instrumentalidade do Serviço Social.
Sua atuação profissional também transita entre
diferentes campos da política pública. Com experiência na Proteção Social
Básica e na média complexidade da Assistência social, Rondiléia é professora
formadora, docente universitária e referência na área da Educação Especial e
Inclusiva.
Antes da representatividade nacional, sua história
já era marcada pelo compromisso direto com a defesa da infância. Rondiléia foi
conselheira tutelar do município de Cupira PE, por dois mandatos, período em que
atuou intensamente na defesa de direitos, articulação e no fortalecimento das
redes de proteção.
Hoje, também integra o Comitê Gestor de
Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes em Pernambuco,
contribuindo para a construção de estratégias de prevenção, proteção e garantia
dos direitos da criança e do adolescente.
Atualmente, Rondiléia é mestranda em Artes da Cena
pela Escola Superior de Artes Célia Helena, em parceria com a Fundação
Itaú, ampliando seu campo de atuação ao diálogo entre arte, educação e
direitos humanos.
Sua participação no encontro nacional reafirma não
apenas sua trajetória profissional, mas também a importância da
representatividade territorial na construção de políticas públicas mais justas
e efetivas. Em um país marcado por profundas desigualdades sociais, levar a
perspectiva do interior nordestino para os espaços de formulação políticas públicas
significa ampliar vozes historicamente silenciadas.
Mais do que presença institucional, Rondiléia
Santos representa uma geração de profissionais que compreende o Conselho
Tutelar como instrumento fundamental de defesa da infância e de fortalecimento
da democracia.
Do interior de Pernambuco a Brasília, sua caminhada reafirma que a proteção das crianças brasileiras passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos territórios, pela valorização dos conselheiros tutelares e pelo compromisso coletivo com a garantia de direitos desde os primeiros anos de vida.


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