CTM promove ação educativa com motoristas da São Judas Tadeu sobre inclusão e acessibilidade


Com foco na conscientização dos motoristas que operam no Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) sobre as normas e critérios para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no transporte público, o Governo do Estado, por meio do Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM), realizou, nesta segunda-feira (22), para cerca de 30 motoristas da empresa permissionária São Judas Tadeu (SJT), a campanha “E se fosse você?”.

Na ação, que destaca as medidas que devem ser adotadas para garantir a acessibilidade nos ônibus, os gerentes Kathia Sena (Fiscalização) e Heron Farias (Terminais), em uma conversa dinâmica com os motoristas, abordaram temas como a utilização correta da Plataforma Elevatória Veicular (PEV), os assentos preferenciais, balaústres, cintos de segurança para cadeirantes, condições da lapela, guarda-corpo para cadeira de rodas, cigarra e a comunicação visual voltada à acessibilidade.


Além de receberem panfletos informativos, os motoristas foram convidados a embarcar nos ônibus utilizando óculos embaçados — simulando a visão de uma pessoa cega —, muletas e cadeiras de rodas. A iniciativa promoveu uma abordagem que enfatiza a empatia pelo próximo, permitindo que vivenciassem, de forma limitada, a realidade e os desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual, mobilidade reduzida ou cadeirantes.

“Estar aqui conversando com os motoristas é uma oportunidade valiosa para refletirmos juntos sobre a importância da empatia no transporte público, especialmente com pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, gestantes e idosos. Nosso foco é levar essa ação para todas as empresas operadoras e terminais integrados. Precisamos ter acolhimento para essas pessoas na hora do embarque e desembarque. O CTM é responsável pela fiscalização e pelo cumprimento das leis e normas de acessibilidade nos ônibus do STPP/RMR”, destacou Sena.


José Carlos de Oliveira, de 40 anos e motorista há 12, ressaltou a importância de ter o CTM in loco na SJT, conversando e ouvindo os motoristas. “Como condutor, me sinto satisfeito com essa presença, porque temos a chance de falar sobre o nosso dia a dia, sobre os desafios que enfrentamos no trânsito. A população também precisa ter paciência. Se colocar no lugar do outro nem sempre é fácil — na verdade, é bem difícil —, mas, quando conseguimos fazer isso, passamos a enxergar as situações de outra forma. Isso muda nossa visão e, muitas vezes, até a forma como lidamos com a vida.”

FOTOS: PAULO MACIEL // CONSÓRCIO DE TRANSPORTE METROPOLITANO

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