Bolsonaro proíbe Defesa e Exército de se manifestarem sobre Pazuello

General participou de ato político e pode ser alvo de apuração disciplinar, que seria comunicada nesta segunda-feira. No entanto, em uma ligação, presidente proibiu qualquer informação pública sobre o caso

RS Renato Souza
Correio Braziliense

(crédito: Youtube/Presidência do Equador)

O presidente Jair Bolsonaro proibiu o Exército Brasileiro e o Ministério da Defesa de se posicionarem em relação a ida do general Eduardo Pazuello a um ato político no Rio de Janeiro. O chefe do Executivo, que está no Equador, ligou para o ministro da Defesa, Braga Netto, após saber informações pela imprensa sobre uma nota que seria publicada.

Após a determinação do presidente, o Exército suspendeu um comunicado que faria aos jornalistas, informando que seria aberta apuração disciplinar contra Pazuello. A informação foi revelada pelo jornal Estado de São Paulo, e confirmada pelo Correio junto a fontes militares. Ele foi até a manifestação favorável a Bolsonaro, subiu em um carro de som e discursou para a multidão. Como ele ainda está na ativa das Forças Armadas, violou o Estatuto Militar e o Código Disciplinar do Exército.

A intenção é de que Pazuello tenha 10 dias para apresentar defesa. A punição aplicada pode ir desde advertência até prisão, de acordo com decisão do comandante da Força, general Paulo Sérgio. No entanto, fontes ligadas ao governo afirmam que o presidente também indicou que não quer nenhuma punição do militar.

O episódio cria uma nova crise entre o governo federal e as Forças Armadas. É a segunda neste ano, já que no mês de março, o presidente demitiu o ministro da Defesa e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, em um ato sem precedentes desde a redemocratização.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Multinacional portuguesa Politejo vai instalar nova fábrica em Pernambuco

Dispensa comentários

Em evento em alusão aos 19 anos da Lei Maria da Penha, Ingrid Zanella lança ações em defesa das mulheres