FUP: COM NOVO AUMENTO DA GASOLINA, PARENTE AFRONTA O POVO


"Em meio ao caos que sua política de preços de derivados causou ao país, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, volta a afrontar a sociedade e aumenta de novo a gasolina", critica a FUP, coordenada por José Maria Rangel, sobre o novo reajuste da gasolina, anunciado nesta quarta-feira, 30; petroleiros, que paralisam as atividades contra a politica da Petrobras, dizem que o preço nas refinarias acumula alta de 9,42% apenas neste mês

Rede Brasil Atual - Mal terminou o movimento dos caminhoneiros, que teve como ponto central a política de preços da Petrobras, e em plena greve dos petroleiros, a empresa voltará a aumentar a gasolina. A partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74%, para R$ 1,9671 o livro. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o preço nas refinarias acumula alta de 9,42% apenas neste mês.

"Em meio ao caos que sua política de preços de derivados causou ao país, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, volta a afrontar a sociedade e aumenta de novo a gasolina", critica a FUP. "Para os petroleiros, esse aumento é mais uma decisão abusiva da gestão da Petrobras, que recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar inviabilizar a luta legítima da categoria para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis."

A entidade afirma que desde a implementação dessa política por Pedro Parente a empresa já reajustou mais de 200 vezes os preços dos derivados nas refinarias. "Como a FUP e seus sindicatos vêm alertando, a disparada dos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel não pode ser tratada como uma questão apenas de tributação. É, acima de tudo, um problema de gestão da Petrobrás, que vem sendo administrada para atender exclusivamente aos interesses do mercado."

Apesar de decisão liminar do TST, a categoria iniciou nesta quarta-feira (30) greve por um período de 72 horas.

Durante programa na tarde de hoje (TV-NF) em rede social, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ironizou a declaração de Parente de que se trata de uma greve política. "Tudo gira em torno da política. A indicação dele foi política", afirmou. "Nós não podemos ficar assistindo ao desmonte do Sistema Petrobras e fazer de conta que não está acontecendo nada."

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