Quem acompanha a Copa do Mundo percebe um fenômeno que vai muito além do futebol. Entre um lance e outro, uma avalanche de propagandas de plataformas de apostas invade a transmissão. Ex-jogadores, narradores, influenciadores e artistas aparecem convidando o telespectador a apostar, como se isso fosse apenas mais uma forma de entretenimento. Mas não é. As apostas eletrônicas deixaram de ser apenas um passatempo para milhões de brasileiros. Tornaram-se um problema social que já afeta famílias inteiras. Há pessoas que comprometem salários, contraem dívidas, vendem patrimônio e desenvolvem comportamentos típicos de dependência. Enquanto isso, a publicidade apresenta apenas o lado da emoção, da diversão e da possibilidade de ganhar dinheiro. Quase nunca aparecem as histórias de quem perdeu tudo. O futebol sempre despertou paixão. Agora, essa paixão está sendo usada como porta de entrada para um mercado bilionário que transforma cada escanteio, cartão amarelo ou gol em oportunidade de aposta...