Escolha foi confirmada durante convenção realizada nesta segunda (20), no Recife. Luciano Bivar, ex-aliado de Bolsonaro e ex-presidente do PSL, é o primeiro suplente.
A Federação Brasil da Esperança confirmou, nesta segunda-feira (20), candidatura de Humberto Costa ao Senado - Foto: Pedro Alves/g1
O grupo também oficializou apoio a João Campos para o governo de Pernambuco.
Humberto Costa tem 69 anos e busca o terceiro mandato de senador. Ele iniciou a carreira na década de 1970 e foi ministro da Saúde de 2003 a 2005.
As convenções partidárias para escolha de candidatos ocorrem até 5 de agosto. Os registros devem ser feitos no TSE até 15 de agosto.
Quadro histórico do PT, Humberto terá como primeiro suplente o deputado federal Luciano Bivar (MDB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL). Bivar também era o presidente do PSL, partido que lançou Bolsonaro para concorrer à presidência da República em 2018 (saiba mais abaixo). O nome do segundo suplente ainda não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
Na chapa integrada por Humberto Costa, também devem ser confirmadas as candidaturas de Marília Arraes (PDT) ao Senado e de Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador de Pernambuco.
Médico de formação, Humberto Costa tenta um terceiro mandato como senador. A primeira vez que foi eleito foi em 2010, e se reelegeu em 2018. Ele também já foi ministro da Saúde, de 2003 a 2005, no primeiro governo Lula (PT), além de ter exercido mandatos de deputado estadual e federal, vereador do Recife e secretário estadual.
Em discurso no evento, Humberto Costa defendeu a aprovação de projetos como a do fim da escala de trabalho 6 por 1 e a continuidade do governo do presidente Lula, que deve ser candidato à reeleição.
"O Senado, em particular, é muito importante, porque aquela extrema direita quer ter maioria no Senado para gerar uma grande crise institucional no país, que dê a eles a chance de aplicar um golpe de estado e implantar uma ditadura no Brasil. Então, minha gente, é muito importante essa eleição que a gente vai ter agora. E para a gente fazer a diferença, é no Nordeste que nós temos que votar e eleger uma bancada de senadores que equilibre aquela situação", declarou.
A Federação Brasil da Esperança integra a Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo PSB. Na convenção, os três partidos também lançaram candidaturas proporcionais:
PT: 10 a deputado estadual e 11 a deputado federal;
PV: nove a deputado estadual e sete a deputado federal;
PCdoB: cinco a deputado estadual e quatro a deputado federal.
Pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos esteve na convenção e citou as parcerias anteriores entre o PT e o PSB, como nas gestões de seu pai, Eduardo Campos, e de seu avô, Miguel Arraes, ambos governadores do estado. Ele defendeu a ampliação do grupo no Congresso Nacional.
“Nós vamos aumentar a bancada na Câmara dos Deputados, para que a gente tenha parlamentares que ajudem na governabilidade. Isso no Senado é muito importante. Por isso, Humberto, que sua candidatura, a candidatura de Marília, representam talvez uma possibilidade única entre os estados brasileiros de poder ter uma bancada no Senado 100% alinhada com o presidente Lula”, disse.
Primeiro suplente
Recém-filiado ao MDB, o deputado federal Luciano Bivar foi escolhido para ser candidato a primeiro suplente do senador petista Humberto Costa. A indicação foi aprovada pelo diretório estadual do PT durante um encontro realizado no sábado (18), em Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, e confirmada nesta segunda.
A aliança chama atenção pelo histórico político do deputado. Bivar presidiu o PSL, partido ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro se filiou para disputar as eleições presidenciais de 2018, vencidas por ele. Posteriormente, o PSL se fundiu ao DEM, dando origem ao União Brasil, legenda que também foi presidida pelo parlamentar pernambucano.
Ao falar sobre a aproximação com o PT, Bivar afirmou que considera a eleição deste ano uma disputa entre projetos políticos distintos e disse que sua posição está relacionada à defesa da democracia.
“Estamos hoje diante de algumas opções, entre a soberania e a subserviência no nosso hemisfério. Nós estamos entre a democracia e o autoritarismo, estamos entre o povo, a boa política e efetivamente o fisiologismo. Então, é uma série de valores que jamais eu tive uma convicção tão grande de estar do lado de Lula”, disse.
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