Bolsonaro anuncia general assessor de Dias Toffoli para o Ministério da Defesa

General Fernando Azevedo e Silva, indicado pelo comandante do Exército para assessorar o ministro do STF, foi anunciado no Twitter pelo presidente eleito

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta terça, 13, pelo Twitter, o nome do general Fernando Azevedo e Silva, ex-chefe do Estado Maior do Exército, como seu indicado para estar à frente do Ministério da Defesa em seu governo. Em setembro, Azevedo e Silva foi indicado pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli

O primeiro nome cotado para o Ministério era o do general Augusto Heleno, que acabou sendo indicado por Bolsonaro para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). "Bom Dia! Comunico a todos a indicação do General-de-Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de Ministro da Defesa", escreveu Bolsonaro.

O general Fernando Azevedo e Silva, fez questão de relembrar que as Forças Armadas apresentaram o maior índice de confiabilidade entre as demais instituições nacionais, superior a 80%. 
Foto: Fabio Motta/Estadão

Com o general, já são cinco os ministros definidos por Bolsonaro. Além de Azevedo e Silva na Defesa, já foram confirmados por Bolsonaro o economista Paulo Guedes na Economia; o astronauta Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia; a deputada federal Tereza Cristina na Agricultura e o deputado federal Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

Em agosto, ainda como chefe do Estado Maior do Exército, Azevedo e Silva defendeu a "conciliação" e "tolerância" nas eleições 2018. Ele ressaltou que os militares são "parte significativa da maioria do povo brasileiro que pretende usar o voto, a arma mais poderosa e legítima da democracia, para começar a superar a crise profunda em que estamos mergulhados.

No Quartel-General do Exército, o general disse que o trabalho dos militares não é reconhecido e se queixou do orçamento das três Forças e dos salários que recebem. "Os constantes desafios a que as Forças Armadas vêm sendo submetidas, muitos deles alheios à nossa destinação principal, não têm recebido, das esferas competentes, o merecido reconhecimento, justo e digno, principalmente quanto ao orçamento e à remuneração do nosso pessoal."

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