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Datafolha: Raquel Lyra tem 47% em Pernambuco, contra 40% de João Campos

Montagem da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ao lado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) - Carina Leão/Divulgação MT e Edson Holanda/Divulgação PCR
  • Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU), marcaram 1% cada
  • No cenário de votos válidos, Lyra marca 52%, contra 44% de Campos
Salvador

A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera a corrida em Pernambuco e aparece à frente do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (21).

Raquel aparece com 47% das intenções de voto, ante 40% de Campos, diferença acima da margem de erro.

Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU), marcaram 1% cada. Os candidatos ao governo Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.

Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 5%, e 4% não souberam responder. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário de votos válidos, em que não são contabilizados nulos e brancos, Raquel Lyra marca 52%, contra 44% de João Campos. Já Ivan Moraes tem 2%, seguido por Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU) com 1% cada.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais no período entre 18 e 20 de agosto. A margem de erro máxima para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-01528/2026.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados, Raquel é citada por 39%, e Campos, por 26%. Outros 25% não souberam indicar um candidato, enquanto 4% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome.

Outros 4% deram respostas diversas, 1% disseram que votariam "no atual governador", categoria mantida separada pelo instituto, e 1% mencionou o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014 e pai de João Campos.

O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos. Ao todo, 32% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum em João Campos e 29% disseram o mesmo sobre Raquel Lyra.

Renan Hallais aparece na sequência com 20% de rejeição, seguido de Guilherme Fonseca (18%), Ivan Moraes (17%), Victor Assis (16%), Professor Jeremias do Banco (15%) e Professora Camila (12%). Outros 3% disseram não rejeitar nenhum dos candidatos e 2% disseram rejeitar todos.

A pesquisa aponta para uma disputa acirrada entre Raquel Lyra e João Campos. Ambos oscilaram dentro da margem de erro comparado à pesquisa anterior, divulgada em 31 de julho, quando governadora tinha 48% das intenções de voto, contra 42% do ex-prefeito do Recife.

O avanço da governadora, após meses atrás de João Campos nas pesquisas de intenção de voto, é atribuído por aliados e analistas ao aumento da aprovação de sua gestão, à intensificação da presença no interior do estado e à tentativa de manter a disputa concentrada em temas locais.

Em sua campanha, a governadora tem reforçado os símbolos de Pernambuco, sejam cores, peças ou até mesmo a bandeira, além de costumeiramente repetir o lema "Meu país Pernambuco".

Raquel adotou uma posição de neutralidade em relação à eleição presidencial, buscando votos tanto entre aliados de Lula (PT) quando entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em geral, costuma fazer elogios ao presidente, destacando a parceria institucional entre as gestões.

João Campos, por sua vez, intensificou agendas no interior e passou a destacar sua aliança com o presidente Lula, principal cabo-eleitoral no estado.

O ex-prefeito também tem reforçado referências a seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que comandou o estado entre 2007 e 2014, ao mesmo tempo em que busca se afastar do legado do governo Paulo Câmara (PSB), que deixou o cargo em 2022 com rejeição alta.

Nas últimas semanas, o PSB pressionou o PSOL para retirada da candidatura de Ivan Moraes ao Governo de Pernambuco, em uma tentativa de unificar a base de apoio ao presidente Lula no estado. A manobra, contudo, não foi adiante e o partido se manteve na disputa local.

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