Presidente chamou de 'esquerdalha' a imprensa e a população que questionou o valor citado na conferência das Nações Unidas
Por Brasil Econômico

Reprodução YouTube/Jair Bolsonaro
Presidente chamou de 'esquerdalha' a imprensa e a população que questionou
o valor citado na conferência das Nações Unidas
Leia também
Bolsonaro afirmou que o valor correto seria 960 dólares, mas, no discurso oficial, ele disse mil dólares. Nesta quinta (24), o presidente chamou de "esquerdalha" a imprensa e a população que questionou o valor citado na ONU.
"Eu disse no meu discurso da ONU que o total do auxílio emergencial será próximo de mil dólares, mas na verdade, dá 960 dólares. Mas foi o suficiente para baterem em mim. Agora, se você dividir simplesmente o volume, pela quantidade, você tem um número. Das 65 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial de R$ 600, nas cinco primeiras parcelas, tínhamos ali 12 milhões de senhoras com filhos, e elas receberam o dobro, o que leva a média para em torno de 970, 960 dólares. Então, eu fiz a aproximação e foi o suficiente para a esquerdalha me acusar de mentiroso", disse Bolsonaro na live de hoje.
O iG checou as contas. No total, o
auxílio emergencial pagará aos beneficiários cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Juntas, elas somam R$ 4,2 mil.
Na cotação do dia, mil dólares equivaliam a mais de R$ 5,4 mil, o que significa que o arredondamento do presidente ignorou cerca de R$1,2 mil – ou duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial.
Na live desta quinta (24), Bolsonaro disse também que o auxílio emergencial não foi reduzido para R$ 300, já que ele tinha sido criado para durar apenas três meses.
"O custo total da pandemia vai chegar próximo – espero não ser rotulado de mentiroso – de R$ 1 trilhão. Nenhum país do mundo fez isso", disse o presidente.
Em seguida, Bolsonaro criticou as medidas de isolamento social implantadas durante a pandemia, dizendo que o turismo parou e que houve impactos econômicos no país. "Aquela história do 'fica em casa e a economia a gente vê depois'", criticou.
Comentários
Postar um comentário