BLOG DO JAIRO GOMES

REC'n'Play 2026 será palco de tecnologia e criatividade no Recife

"O Futuro nasce aqui" é tema da 8ª edição do evento

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
São Paulo
Passo da Alfândega, no centro histórico do Recife, abriga uma das atividades do Rec'N'Play 2025
© PC Pereira/Divulgação

Berço histórico e cultural da capital pernambucana e palco tradicional do carnaval, o bairro do Recife Antigo vai receber folia diferente a partir da próxima semana. Desta vez, o agito é o  REC'n'Play, maior festival aberto de tecnologia e criatividade do país, que entra em sua oitava edição.

Apelidado de Carnaval do Conhecimento, o evento, entre os dias 11 e 14 de novembro, prepara intensa programação gratuita nas áreas de tecnologia, empreendedorismo, cidades e economia criativa. O público poderá participar de palestras, oficinas, debates, rodas de conversa, experiências interativas, atividades culturais, shows, ações de inovação, arenas temáticas, programação infantil e até oportunidades de negócios.

Sob o tema O Futuro Nasce Aqui e organizado pelo Porto Digital e pelo Sebrae Pernambuco, o evento conta com nomes como Déia Freitas, Caco Barcelos, Fabrício Carpinejar, Murilo Gun e Lenine. No ano passado, recebeu mais de 80 mil inscritos e promoveu mais de mil atividades.

“O REC'n'Play é plataforma permanente de mobilização em torno de tecnologia e inovação, que deságua em um festival de quatro dias. O evento, inclusivo e gratuito, trata de inovação, tecnologia e economia criativa, com o objetivo de mobilizar a sociedade”, disse Pierre Lucena, presidente do Porto Digital.

O Porto Digital é distrito de inovação com mais de 25 anos, em Recife, reunindo cerca de 24 mil colaboradores distribuídos em 541 empresas, com faturamento anual de R$ 7,4 bilhões.

Uma das novidades deste ano é a ampliação da ocupação urbana, que passa a integrar a Rua da Moeda ao circuito de atividades.

A programação inclui cinema de rua, novo espaço de encontro entre cultura e inovação. Também terá nova configuação a Arena de Negócios, que conecta startups, empresas e investidores, no recém-inaugurado Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd).

“Vamos fazer um palco na rua para palestras, tanto do Carpinejar quanto da Déia Freitas”, disse Lucena à Agência Brasil.

“Também estamos levando a Arena Games para um espaço aberto, embaixo do Cais do Sertão. Outra novidade é que a parte de oficinas vai ganhar muito mais espaço no festival, ocupando quase metade dos conteúdos. Queremos reduzir a quantidade de mesas e aumentar a quantidade de oficinas, para trabalhar a parte educacional de uma forma muito forte.”

A programação é diversa e atende a diversos públicos e temas. Um dos conteúdos que estará em discussão, durante o festival, é a inteligência artificial. “Estamos trabalhando muito com a parte de inteligência artificial e os seus impactos no mercado de trabalho”, destacou Lucena.

Outro tema é a inclusão tecnológica. “Neste ano colocamos um edital na rua para que as pessoas pudessem propor oficinas e também mesas de discussão e temas. Tivemos centenas de propostas, que foram selecionadas por professores e curadores.”

O papel do Brasil

Em entrevista à Agência Brasil, Lucena reforçou que um dos objetivos do festival é rediscutir o papel do país em relação à produção tecnológica e de inovação.

De acordo com dados do recente Índice Global de Inovação 2026, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês), o país ocupa atualmente a 53ª posição em seu estágio de inovação, entre 139 países.

Segundo Lucena, o fato demonstra que o Brasil ainda tem muito a evoluir.

“O Brasil precisa se impor pelo seu tamanho, sua relevância e importância. Uma das ideias do festival é justamente essa: o país precisa discutir seu papel no mundo da tecnologia e da inovação, se quer ser fornecedor ou se quer ser consumidor. O que a gente defende é que ele seja fornecedor, principalmente, de aplicações na inteligência artificial”, disse.

“Inovação se faz com resolução de problemas e o Brasil é um celeiro de complexidade de problemas e a inteligência artificial está aí para facilitar muito a aplicação das coisas. O Brasil tem potencial enorme para isso.”

A programação do REC'n'Play já pode ser consultada no site. O evento é aberto e gratuito, mas é necessário fazer uma inscrição prévia.

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