João Campos defendeu mobilização por Lula; Marília destacou segurança e redução das desigualdes
Por Maysa Sena
Lideranças de Pernambuco discutem com Lula estratégia para segundo turno em Brasília Ricardo Stuckert/PR
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Lideranças políticas de todo o Brasil estiveram em Brasília nesta segunda-feira (5) para uma reunião da coordenação da campanha presidencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição no segundo turno. O encontro teve como objetivo discutir as estratégias para a reta final da campanha e ampliar a mobilização em torno da candidatura petista.
De Pernambuco, participaram o ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos; os senadores eleitos Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), que foi reeleito; e a senadora Teresa Leitão (PT).
Antes do encontro, João Campos fez um chamado à mobilização em torno da candidatura de Lula e defendeu a busca por eleitores que desejam, um futuro melhor para o país e para Pernambuco.
“Vamos seguir trabalhando, lutando, e agora é fundamental, para vocês que votaram na gente, aqueles que também não votaram, mas quem deseja um futuro melhor para o Brasil, principalmente para Pernambuco, a gente precisa garantir a eleição do presidente Lula. É muito importante”, afirmou.
A senadora Teresa Leitão também estimulou a candidatura de Lula no segundo turno. Antes de embarcar para Brasília, onde participou das reuniões de articulação, a petista afirmou que o grupo iria “arregaçar as mangas” para garantir a reeleição do presidente.
Estratégia
Durante a reunião, Lula avaliou que a campanha terá que reforçar a presença em rádio e televisão e ampliar a comunicação direta com os eleitores no segundo turno. O presidente reconheceu que teve pouca participação em programas de rádio durante a primeira etapa da disputa e afirmou que pretende intensificar esse tipo de ação, especialmente diante do confronto direto com o adversário.
“Eu quero ganhar as eleições fazendo mais coisas. Agora sim, agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête. Agora é um contra o outro”, afirmou.
Lula também destacou que os próximos 20 dias serão decisivos para apresentar ao eleitor as diferenças entre os dois projetos políticos em disputa. “Vinte dias em que a gente vai ter que colocar para fora aquilo que a gente deveria estar colocando o ano inteiro, tentando desnudar o que está por detrás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país. É sair para trabalhar”, disse.
Segurança
Sobre o método para o segundo turno, Marília Arraes revelou que a campanha de Lula deverá apresentar aos eleitores um projeto de país capaz de enfrentar desigualdades e ampliar investimentos em áreas como segurança pública. Ela também defendeu uma atuação mais forte da União no combate ao crime organizado, com apoio aos estados.
“É fundamental que a gente diga a importância de ter um país justo, com diminuição das desigualdades. É o combate ao crime organizado, que afeta famílias, afeta as pessoas, afeta a periferia. Então tem que ter um combate duro ao crime organizado, com a segurança pública fortalecida, com o papel da União também, não somente dos estados, mas dando suporte aos estados para esse embate ser sério”, afirmou.
Marília também citou temas como a defesa da soberania nacional, o combate ao endividamento das famílias provocado pelas apostas esportivas e a política de valorização do salário mínimo. “Tudo isso é um projeto de país mais justo que a gente está buscando”, disse.
PT Nacional
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a estratégia da campanha será marcada pelo confronto entre os projetos políticos de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Edinho, a campanha pretende explorar temas relacionados à segurança pública, às relações de Flávio Bolsonaro com integrantes de milícias e às posições do senador em relação ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Não há como, no segundo turno, fugir desse confronto. E nós estamos confiantes nesse embate. Primeiro porque nós sabemos o que o Flávio Bolsonaro representa, nós sabemos o projeto de Brasil que ele representa e é sobre isso que nós temos que conversar com o povo brasileiro”, afirmou.
Edinho também citou as relações atribuídas a Flávio Bolsonaro com milicianos, com o Banco Master e sua aproximação com o governo Trump como temas que deverão ser explorados pela campanha petista no segundo turno.
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