Pesquisa revela que 4 em cada 10 brasileiros tem sonho de conquistar casa própria, mas entrada ainda é um desafio


Com o Morar Bem e o Minha Casa, Minha Vida, mais de 16 mil famílias pernambucanas já conseguiram superar o problema e conquistar o imóvel próprio

De acordo com um levantamento do Instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), 41% dos brasileiros, cerca de 4 em cada 10 pessoas, têm a pretensão de comprar a casa própria, sendo esse sonho ainda mais presente entre a geração Z, formada por pessoas entre 18 e 28 anos. Os dados ainda apontam que os principais motivos estão relacionados à busca por um imóvel melhor que o atual, à vontade de construir um patrimônio próprio e ao desejo de sair do aluguel. Apesar do interesse, fatores financeiros seguem como o principal desafio, já que 41% dos entrevistados relatam falta de recursos para a entrada ou financiamento, 30% apontam os preços altos e 21% os juros.

Programas de acesso à moradia, como o Morar Bem Pernambuco e o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), se apresentam como soluções que possibilitam a realização desse sonho, principalmente para famílias com renda de até dois salários mínimos. Dados da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) mostram que, nos últimos três anos, mais de 16 mil famílias em Pernambuco já foram beneficiadas com a conquista da casa própria, muitas delas por meio da modalidade Entrada Garantida, do Morar Bem, que oferece um subsídio de até R$ 20 mil.

“Essas iniciativas atuam diretamente na redução da entrada, com o cliente financiando até 80% do valor do imóvel e o Minha Casa, Minha Vida e o Morar Bem atuando sobre os 20% restantes, podendo zerar o valor inicial do cliente, facilitando a aquisição do imóvel”, explica o diretor de vendas e incorporação imobiliária da Viana e Moura Construções, Leonardo Queiroz. Para quem vive em imóvel alugado, essas medidas ainda se destacam pela vantagem de substituir o custo do aluguel pela parcela da casa, permitindo que as famílias tenham essa necessidade atendida de forma imediata, ao mesmo tempo em que constroem um patrimônio ao longo do tempo.


O diretor ressalta ainda que as expectativas para o setor em 2026 são positivas, devido à ampliação do Minha Casa, Minha Vida, que agora também passa a atender a classe média, e aos ajustes recentes do Banco Central, que ampliaram a liberação de recursos para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e que contribuíram para a redução das taxas de financiamento imobiliário. Com isso, além de um mercado mais aquecido, espera-se a ampliação da geração de empregos, que já vem apresentando expansão nos últimos meses e um avanço significativo no enfrentamento do déficit habitacional no Brasil.

Em Pernambuco, para reduzir esse desafio, o Morar Bem assume um papel indispensável, sendo um dos poucos programas estaduais no país que se somam ao MCMV para mobilizar mais recursos, fortalecer o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e aumentar o alcance da moradia de interesse social, como afirma ainda Leonardo Queiroz. “Grande parte das famílias que concentram o déficit habitacional, especialmente aquelas com renda de até dois salários mínimos, não consegue poupar para comprar a casa própria. Muitas vivem em habitações precárias ou compartilhadas, e os programas de moradia têm esse papel social de levar para essas pessoas um imóvel adequado, com segurança estrutural, jurídica e condições básicas”, finaliza.

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