Verão e férias: especialista alerta sobre os perigos do mergulho em águas rasas e o risco de lesões permanentes

Consumo de bebidas alcoólicas, brincadeiras nas águas e o mergulho de forma inapropriada estão entre os fatores que aumentam o risco de acidentes

Praias, rios, piscinas e cachoeiras são os destinos de vários brasileiros que querem aproveitar o verão e o período de férias. Como parte da diversão, muitos escolhem o mergulho para curtir as águas. No entanto, o mergulho em águas rasas pode levar a acidentes graves, inclusive, com lesões permanentes.

Segundo Carlos Romeiro, cirurgião ortopedista do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, o trauma está entre os perigos dessa prática. “Ao mergulhar de cabeça nesse tipo de água, a pessoa pode desenvolver desde traumas musculares até lesões indiretas na coluna cervical, o que pode levar, em casos graves, a paraplegias, paradas respiratórias ou até mesmo à evolução para óbito”, afirma.

O especialista também alerta para aqueles que, na tentativa de se prevenir, mergulham de pé. “Há quem goste de pular em pé, e não de cabeça, como uma forma de proteção, colocando os pés primeiro. Mas, isso não exclui a possibilidade de trauma, pois esse tipo de mergulho também pode causar lesões, inclusive permanentes, na coluna lombar e torácica”, relata Carlos.

Para se prevenir de acidentes graves, são necessários alguns cuidados, como, sempre entrar andando e colocando primeiro os pés para testar a profundidade e as condições da água. Tal precaução deve ser a mesma em todos os ambientes aquáticos, sejam piscinas ou locais naturais.

“Jamais mergulhe de cabeça, a menos que esteja em uma piscina apropriada para isso. No mar, é preciso atenção redobrada, pois há variação de maré, e um local que antes era profundo pode não ser mais. Além disso, pode haver pedras ou corais que não estejam visíveis”, alerta o ortopedista Carlos Romeiro. “O mesmo acontece em rios, que podem conter troncos, galhos e pedras, apresentar correntezas. Quando tem chuvas, a água do rio pode ficar turva, dificultando a visão”, complementa o especialista.

A prevenção também envolve comportamentos fora da água, como a moderação do consumo de bebidas alcoólicas, já que o álcool reduz a percepção de risco e os reflexos. No caso de crianças e adolescentes, a supervisão deve ser constante para evitar acidentes. “Além de seguir a regra básica de que, se não conhece o lugar, não deve mergulhar, é fundamental manter atenção total às brincadeiras na água, principalmente com crianças e adolescentes, que ainda não têm plena capacidade de avaliar riscos”, alerta o ortopedista.

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