Construção civil registra mais de 130 mil empregos formais no primeiro semestre


Há cinco meses consecutivos, o setor vem registrando maior número de admissões, aproximando-se da faixa de três milhões de postos de trabalho gerados


Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontaram que a construção civil é responsável por cerca de 15% de todas as contratações com carteira assinada no Brasil. No primeiro semestre deste ano, o setor registrou 131.811 novos empregos, totalizando 2,9 milhões de postos de trabalho gerados. Os segmentos que apresentaram maior desempenho no período foram os da construção de edifícios, infraestrutura e serviços especializados para construção. Ainda de acordo com o levantamento, em Pernambuco, o total de trabalhadores formais na área totalizou 83.528 mil. 


“No início de 2024, contratamos 159 pessoas no Agreste de Pernambuco. As funções diretamente ligadas ao processo construtivo (serventes e pedreiros) são as que representam maior volume, representando cerca de 60% do quantitativo geral. Outras áreas ligadas à Engenharia Civil, como auxiliares, supervisores e analistas, bem como a área de Vendas, também foram responsáveis por boa parte das contratações”, explica a analista de Gestão de Pessoas da Viana & Moura, Suzanny Santos. A especialista ressalta ainda que, para este segundo semestre, novos talentos devem ser convocados para atuar na construtora. 


“As expectativas são altas, visto que estamos iniciando novas frentes de serviços e lançamentos de empreendimentos nas cidades em que atuamos”, completa. Devido ao ritmo acelerado do mercado imobiliário, cresce também o número de moradias sendo construídas, o que, além de impactar no desenvolvimento econômico e social da região, aumenta as possibilidades de aquisição do imóvel próprio, seja por financiamento direto com as construtoras ou pelos diversos programas dos governos federal e estadual. 


Segundo a Associação Brasileira de Administradoras e Consórcios (Abac), o avanço na comercialização de imóveis chegou a um aumento de 22,7% no período de janeiro a maio, totalizando cerca de R$ 63 bilhões de negócios, e a previsão é de uma alta ainda maior.  “Além da sua ampla capacidade na geração de postos de trabalho, as atividades do setor fornecem moradias e acabam atraindo vários investimentos, estimulando o crescimento urbano, comercial e contribuindo para a qualidade de vida e o desenvolvimento das cidades,” conclui a analista. 

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