Banco do Nordeste contará com R$ 37,8 bilhões do FNE para aplicação em 2024

Encontro reuniu representantes de entidades como MIDR, Sudene e governos estaduais para planejar a execução do FNE em 2024

Programação para o próximo ano está 9,25% acima do valor inicialmente programado para 2023


O Banco do Nordeste (BNB) terá R$ 37,8 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para aplicação em toda a sua área de atuação em 2024. Os recursos serão destinados ao financiamento de atividades produtivas de todos os setores da economia, como forma de estimular o desenvolvimento regional.

A programação do Fundo Constitucional para 2024 está R$ 3,2 bilhões (equivalentes a 9,25%) acima do total inicialmente previsto para 2023 (R$ 34,6 bilhões). Mesmo considerando o aumento de disponibilidade de recursos para o atual exercício, ocorrido no primeiro semestre, o valor projetado para o próximo ano mantém o patamar de investimento em torno de R$ 38 bilhões.

Os valores da programação do FNE 2024 foram apresentados pelos órgãos administradores desse fundo constitucional, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Banco do Nordeste, de modo a planejar a execução do FNE, em reunião, nesta terça-feira, 22, na sede do Banco, em Fortaleza.

A programação do FNE envolve a definição das metas e prioridades de investimento para o período, bem como a alocação dos recursos disponíveis. São considerados diversos aspectos, como as demandas e necessidades da Região, as políticas públicas em vigor, os setores produtivos estratégicos, as oportunidades de negócio, entre outros.

Segundo o diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire, a discussão com setores produtivos é importante devido à expectativa de atividades que devem requerer mais recursos nos próximos anos. “Visualizamos uma década de expansão significativa de investimentos na Região, não só nas áreas tradicionais como comércio, serviço, agricultura e indústria tradicional, mas também na manutenção da geração de energias limpas, eólica offshore, transmissão, hidrogênio verde, saneamento e logística. Isso implica no desafio de sermos ainda mais assertivos no nosso planejamento”, afirma.

As definições para a programação do FNE seguem em reuniões de trabalho, previstas para o mês de setembro, baseadas em estudos e análises econômicas, indicadores sociais, econômicos e ambientais da área de atuação do BNB. Os encontros setoriais terão a participação de federações das indústrias, de agricultura e pecuária, Sebrae, câmaras setoriais de comércio, serviços e turismo, além de representantes dos governos estaduais e Consórcio Nordeste, em cada um dos 11 estados abrangidos pela atuação do Banco.
 

Contratações em 2023

As aplicações do FNE em Pernambuco, entre janeiro e julho deste ano, somaram R$ 2,8 bilhões. O resultado é 32% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Segundo o superintendente do BNB no estado, Pedro Ermírio, a elevação nas contratações do Fundo se deve ao esforço em apoiar atividades de grande impacto na geração de emprego e renda. “São cadeias produtivas estratégicas, a exemplo da agricultura familiar, que têm efeito imediato na dinâmica econômica e melhoram a qualidade de vida da população, que é o grande papel que o BNB procura exercer”, afirma.
 

Em toda área de atuação do Banco, as aplicações do Fundo ultrapassaram os R$ 24 bilhões nos sete primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2022, houve uma alta de 23%.


Os recursos do FNE ajudaram a estimular, este ano, novos negócios em toda área de atuação do Banco do Nordeste. Entre os setores apoiados, destacam-se infraestrutura, com R$ 7,5 bilhões, agricultura (R$ 5,9 bilhões), pecuária (R$ 3,8 bilhões) e indústria (R$ 1,8 bilhão).



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