FERNANDO FERRO AO 247: “GILMAR TENTA 3º TURNO”


Deputado federal pelo PT afirma que ministro do Supremo Tribunal Federal "parece que está em campanha" ao declarar que a Corte pode se tornar "bolivariana" com a possibilidade de 10 dos 11 ministros serem indicados pelo governo do PT, atendendo apenas a vontades do Executivo; declaração "é típica de quem não se contentou com o processo eleitoral e quer continuar na campanha para tentar encampar o terceiro turno", afirmou Fernando Ferro (PT-PE) em entrevista ao 247; para o parlamentar, pares de Gilmar Mendes "têm obrigação de responder", pois o ministro "pôs em xeque a credibilidade da suprema corte"

Gisele Federicce, 247 

O ministro Gilmar Mendes parece continuar em campanha eleitoral, afirmou nesta segunda-feira 3 o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), em entrevista ao 247. O parlamentar comentou a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Corte pode se tornar "bolivariana" pelo fato de que 10 dos 11 ministros terão sido indicados pelo governo do PT daqui alguns anos.

"Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana. Isto tem de ser avisado e denunciado", declarou Gilmar Mendes em entrevista à Folha de S. Paulo. Ele foi nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. De acordo com a Constituição, é o presidente da República quem indica os ministros do STF, que devem ser aprovados pelo Senado Federal.

"Eu lamento que um ministro da suprema corte tente encampar o terceiro turno, parece que ele está em campanha", comentou Ferro. Para ele, o comportamento de Gilmar é "típico de quem não se conformou com o processo eleitoral e quer continuar na campanha para tentar encampar o terceiro turno", completou, em referência à vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno.

O deputado ressaltou ainda que o integrante do STF "não consegue se controlar" e com frequência se manifesta sobre sua posição política. "Ele está saindo do seu mandato", criticou. Para Ferro, os pares de Gilmar Mendes no Supremo têm agora a "obrigação de responder" à fala que "pôs em xeque a credibilidade da suprema corte".

"É antiético dizer que a corte está sob controle do PT, é um nível lastimável de um magistrado da suprema corte. Devia haver outro tipo de linguajar, é muito chula essa manifestação", completou ainda o petista.

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