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Ódio, big techs e extrema-direita: como opera engrenagem da misoginia

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Especialistas apontam motivações emocionais, econômicas e políticas Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Gisele Alves Santana/Instagram Nas últimas semanas, uma série de casos de violência e ódio contra mulheres tomou conta dos noticiários e das redes sociais. O  feminicídio  de uma policial militar pelo seu companheiro, em São Paulo.  Estupro coletivo  de uma adolescente no Rio de Janeiro.  Vídeos  no TikTok em que homens simulam atacar mulheres que rejeitam pedidos de casamento. Os episódios não devem ser vistos como isolados e fazem parte de uma engrenagem complexa de misoginia, que conecta diferentes peças: desde experiências individuais de frustração até estruturas econômicas e projetos políticos globais. É o que analisam especialistas ouvidos pela reportagem da  Agência Brasil. As investigações sobre a morte da policial   Gisele Alves Santana, que foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento, mostram q...

ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

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Legislação busca regular acesso online para proteger crianças e jovens Daniella Almeida e Luiz Claudio Ferreira* – repórteres da Agência Brasil Brasília © Rovena Rosa/Agência Brasil A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital)  n° 15.211/2025 , começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17).  A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele. Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital. Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela  Agência Brasil , qualificaram a nova lei como “histórica” ...