Marília Arraes promove ato no mesmo dia do grupo de oposição

Ato busca reunir militantes e filiados do Agreste Setentrional em apoio a candidatura de Marília ao governo do Estado

Marília busca reunir assinaturas de apoio de membros dos diretórios municipais do estado para engrossar o seu projeto ao Palácio - Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem

Editoria de Política
Jornal do Commercio

A pré-candidata ao governo de Pernambuco pelo PT, a vereadora Marília Arraes, vai a Surubim neste sábado (3) para um ato de apoio ao seu pleito promovido pelo diretório municipal da cidade, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a partir das 8h. A vereadora Ivete Ramos (Ivete do Sindicato) organiza o ato, que reunirá militantes e filiados do Agreste Setentrional. O evento ocorre no mesmo dia do terceiro ato político do Pernambuco Quer Mudar, em Caruaru. 

Esta é a segunda vez em que ela promove atividades de pré-campanha na data de eventos da oposição. No dia 27 de fevereiro, os oposicionistas estiveram em Petrolina, no agreste pernambucano, reduto da família Coelho. Além das esperadas críticas ao governador Paulo Câmara (PSB), o evento foi marcado por uma "disputa de território" entre os senadores Fernando Bezerra Coelho (MBD) e Armando Monteiro Neto (PTB). A frente é encabeçada pelos ex-governadores João Lyra Neto (PSDB e o Joaquim Francisco (PSDB), os senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho, os ministros Fernando Filho (Sem partido; Minas e Energia) e Mendonça Filho (DEM; Educação) e o deputado federal Bruno Araújo e seus respectivos partidos. Participam também as siglas Podemos, PRB, PV e PRTB. 

Naquele dia, em Serra Talhada, Marília lançou oficialmente a sua pré-candidatura, capitaneada pelo prefeito do município, Luciano Duque, à frente da maior cidade comandada pelo PT no estado. Diretórios de todo o Estado foram convocados para o ato em Serra Talhada e cerca de 80 compareceram ao Ginásio Poliesportivo Egídio Torres. Segundo a organização do evento, 3 mil pessoas participaram.

A intenção do grupo, segundo Duque, é reunir assinaturas de apoio de membros dos diretórios municipais do estado para engrossar o projeto de Marília. Até março, eles querem promover um ato no Recife para pressionar a legenda a lançar candidatura própria e cobrar do presidente da sigla, Bruno Ribeiro, a convocação de eleições internas para definir quem, de fato, representará a sigla no pleito deste ano.

Oposição

A aliança entre o PSB e o PT é um dos fatores externos que podem influenciar a definição da quantidade de palanques da oposição. Outra questão é a briga pelo comando do MDB de Fernando Bezerra contra deputado federal Jarbas Vasconcelos e o vice-governador Raul Henry. 

Além de Marília Arraes, o PT tem dois outros pré-candidatos ao governo, o ex-prefeito de Petrolina Odacy Amorim e o dirigente José de Oliveira. A Executiva Nacional do PT tem um novo calendário que adiou os prazos das definições de candidaturas para as eleições de outubro. A primeira data da agenda está reservada para a apresentação de proposta de apoio a outro partido nas eleições presidenciais. Cabe aos diretórios estabelecerem os calendários nos seus estados de acordo com os prazos do calendário nacional.

Entre 9 de abril a 30 de junho, haverá a definição do método de escolha dos candidatos majoritários, que pode ser por meio de prévias, onde todos os filiados podem votar, ou se aprovado por 2/3 dos votos de seus membros, através de votação em urna no Encontro Estadual de Definição de Candidaturas, onde votam os dirigentes da sigla.

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