JOESLEY E SAUD SE ENTREGAM E SÃO PRESOS NA POLÍCIA FEDERAL


O empresário Joesley Batista, dono da JBS, e o lobista Ricardo Saud, cuja prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo; Saud foi o primeiro a chegar; por volta de 14h, Joesley chegou. Ambos chegaram à PF em carros particulares; prisão dos delatores foi ordenada por Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot; os dois acusaram Michel Temer de receber propinas da JBS

247 – O empresário Joesley Batista, dono da JBS, e o lobista Ricardo Saud, cuja prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo e foram presos após o relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acatar o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

O ministro acolheu parcialmente o requerimento do procurador porque não mandou prender outro personagem desse novo capítulo do caso JBS, o ex-procurador da República Marcelo Miller – sob suspeita de fazer jogo duplo em favor do grupo empresarial. 

“Tal atitude permite concluir que, em liberdade, os colaboradores encontrarão os mesmos estímulos voltados a ocultar parte dos elementos probatórios, os quais se comprometeram a entregar às autoridades em troca de sanções premiais, mas cuja entrega ocorreu, ao que tudo indica, de forma parcial e seletiva. Dessa forma, como requerido pelo PGR, resta presente a indispensabilidade da prisão temporária pretendida, a qual não encontra em outras cautelares penais alternativas a mesma eficácia”, concluiu o ministro.

Antes de se apresentaram à PF, Joesley estava na casa do pai,, no Jardim Europa, e Saud estava em seu apartamento, localizado no bairro do Morumbi. Com a autorização de Fachin os benefícios da delação premiada de Joesley e Saud devem ser rescindidos.

O acordo de delação prevê que a validade dos termos poderá ser revogada caso o colaborador minta, omita, sonegue ou destrua provas. A validade das provas obtidas a partir da deleção, porém, continuam válidas, segundo entendimento de parte dos ministros do STF. 

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

O empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud se entregam por volta das 14h15 à Polícia Federal (PF), em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria da companhia. A prisão temporária foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo.

A PGR também pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin disse que não há elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária.

Fachin havia determinado que o cumprimento dos mandados ocorressem com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”, evitando o uso de algemas, pois não se trata de pessoas perigosas. “Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”, diz a decisão.

No sábado (9), a defesa do grupo J&F colocou à disposição os passaportes do empresário Joesley Batista e do ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricardo Saud. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição.

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