5 empreendedoras brasileiras de sucesso para você se inspirar

Conheça as mulheres que superaram as 
adversidades e empreenderam no Brasil

Do LOGO UOL HOST

Nos últimos anos, uma junção de fatores, como o desemprego e as facilidades em abrir um pequeno negócio, tem impulsionado o empreendedorismo brasileiro e, em especial, o empreendedorismo feminino.

De acordo com a Pesquisa GEM 2016, desenvolvida pelo Global Entrepreneurship Monitor, as mulheres já representam mais de 51% do total de empreendedores brasileiros.

Se você também é empreendedora ou tem o desejo de criar um negócio, o que pode ser melhor do que se inspirar na trajetória de algumas das empreendedoras mais bem-sucedidas do país? Conheça a história de cinco delas a seguir!


Cleusa Maria

De família humilde, Cleusa Maria da Silva começou a trabalhar ainda na infância como boia-fria no interior do Paraná, onde nasceu. Anos depois, mudou-se para a cidade de Salto, em São Paulo, e passou a trabalhar como empregada doméstica.

Foi na casa de uma de suas patroas que Cleusa Maria fez um bolo pela primeira vez. Ela aprendeu os truques da confeitaria com a empregadora, passou a se dedicar ao ofício e abriu sua primeira loja de bolos no bairro onde morava.

Os quitutes da confeitaria, que inicialmente se chamava Sensações Doces, foram atraindo mais e mais clientes por seu sabor único. Em pouco tempo, o negócio mudou de nome e passou a ser chamado de Sodiê Doces, junção do nome dos filhos Sofia e Diego.

Hoje, Cleusa Maria está à frente de uma rede de mais de 265 lojas espalhadas em 13 estados brasileiros e conhecida em todo o país.

Zica Assis

Nascida em uma comunidade carioca, Zica começou a trabalhar aos 9 anos como babá. Mesmo amando seu cabelo black power, ela teve de encontrar alternativas para alisar os cachos, porque seus patrões não aprovavam sua aparência.

Insatisfeita, Zica passou a investir em cursos de cabeleireiro, não para se tornar uma profissional no ramo, mas para entender melhor seus próprios fios e descobrir como ela poderia cuidar deles de forma adequada.

Não encontrando no mercado produtos que atendessem a suas necessidades e percebendo que não era a única que gostaria de tratar cabelos cacheados e crespos de forma mais eficiente, Zica decidiu que estava na hora de desenvolver seus próprios produtos capilares. Assim nasceu o Instituto Beleza Natural.

A empreendedora convenceu o marido a vender o carro que usava para trabalhar, procurou especialistas que pudessem ajudá-la a desenvolver os produtos e inaugurou seu primeiro salão especializado em cabelos ondulados, cacheados e crespos.

O empreendimento cresceu, e hoje o Instituto Beleza Natural tem lojas abertas no Brasil e nos Estados Unidos, e Zica já foi considerada pela Forbes uma das 10 mulheres mais poderosas do Brasil, em 2013.



Luiza Helena Trajano

Certamente uma das empreendedoras mais influentes e conhecidas do Brasil, a dona da Magazine Luiza trabalha desde os 18 anos com varejo e foi uma das primeiras a embarcar no e-commerce brasileiro.

Antes de se tornar presidente da rede, Luiza Helena passou por todos os setores do comércio da família, uma rede de lojas na cidade de Franca, no interior de São Paulo, que havia sido comprada por seus tios.

Mesmo que o empreendimento já estivesse se desenvolvendo, a entrada de Luiza Helena como diretora foi decisiva no salto de crescimento do negócio. À frente da Magazine Luiza, Luiza Helena foi uma das primeiras a entrar no e-commerce, passou a comprar as lojas dos concorrentes nas cidades vizinhas e chegou com força total à capital de São Paulo.

Atualmente, as lojas da Magazine Luiza estão presentes em todo o país e a marca se consolidou como uma das principais lojas de departamentos online e off-line.

Sônia Hess

A história da Dudalina começa antes da atual líder, Sônia Hess. Foram seus pais, seu Duda e dona Lina que fundaram, por acaso, o que Sônia transformaria em uma das maiores redes de camisaria do país.

Em 1953, o casal adquiriu e passou a gerenciar a pequena loja de secos e molhados dos pais de dona Lina. E em uma de suas viagens a São Paulo para abastecer o negócio, seu Duda acabou comprando muito mais tecido do que deveria. Com o material extra, dona Lina fez camisas que foram vendidas rapidamente e inspiraram o nascimento de um novo empreendimento.

As vendas de camisa cresceram, e 12 anos depois a família adquiriu duas lojas no Balneário de Camboriú. Em uma o atendimento era feito pelo pai e os filhos, e em outra pela mãe e as filhas.

Em 2003, Sônia Hess, filha de seu Duda e dona Lina, assumiu a presidência da marca e intensificou os investimentos em infraestrutura, tecnologia, sustentabilidade e gestão de pessoas que impulsionam o crescimento da Dudalina.

Nove anos depois, Sônia recebeu o prêmio ADVB como Personalidade de Vendas, o que a tornou a primeira mulher a ser premiada em 50 anos, e foi considerada uma das mulheres mais poderosas pela Forbes.

>> Aproveite para conferir como essas 4 mulheres fundaram suas lojas virtuais de sucesso

Patrícia Bonaldi

A mineira Patrícia Bonaldi cursava Direito quando decidiu trancar a matrícula da faculdade e embarcar para o Japão. A intenção era trabalhar no país ao lado do marido e fazer um “pé de meia” para abrir um negócio.

Apesar de estar estudando para ser advogada, Patrícia sempre teve uma relação muito forte com a moda, gostava de desenhar suas próprias roupas e tinha um senso estético único e voltado para o artesanal.

De volta ao Brasil, em 2002, ela decidiu investir em uma loja multimarcas de roupas para festas na cidade onde cresceu, Uberlândia.

Patrícia, porém, logo percebeu que suas clientes se interessavam mais pelas roupas que ela estava usando, e que tinham sido desenhadas por ela mesma, do que pelas peças nas vitrines.

Foi assim que ela decidiu abrir sua própria marca de roupas, que recebeu o nome da estilista.

Com peças marcadas pelo uso recorrente de bordados e rendas aplicadas a mão, a empresa rapidamente cresceu e ganhou o Brasil e o mundo, sendo exportadas para mais de 20 países e usadas por celebridades como Sharon Stone e Nicki Minaj.

Atualmente, Patrícia lidera a PatBo, marca que leva o mesmo DNA artesanal para peças mais descoladas, e adquiriu outras marcas de moda e acessórios que hoje fazem parte da holding que criou com o marido, a Nohda.

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