SET EXPO 2017 abre as portas para atender revolução digital


Indústria de produção audiovisual e broadcasting deve pensar não em TV, mas em vídeo, acredita Google Brasil. Governo japonês louvou resultados do desligamento analógico em grandes cidades como São Paulo, ação liderada pela SET.

São Paulo, 22 de agosto de 2017 – Durante a cerimônia de abertura do SET EXPO, o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, mostrou como a tecnologia de transmissão e consumo de conteúdos transformou o paradigma para novas e já estabelecidas companhias de produção e broadcasting. O evento, que vai de 21 a 24 de agosto, no Expo Center Norte, combina a exposição nos estandes com o 29º Congresso de Tecnologia.

De acordo com a apresentação do executivo do Google, o aparelho de TV ainda é a principal tela, mas seu uso parou de crescer. Em 2015, nos Estados Unidos, por exemplo, 60% dos millennials (nascidos entre meados dos anos 1980 e os anos 2000) ainda preferiam a televisão, mas 26% optavam pela tela de um computador. Aparelhos móveis eram 14% da preferência. Em comparação, a TV é escolha de 79% da geração X (nascidos entre 1960 e o começo da década de 1980), e de 86% dos baby boomers (nascidos durante o pós-Segunda Guerra Mundial e a década de 1960).

As receitas publicitárias refletem essa mudança e, por isso, “devemos pensar em vídeo e não em televisão – refletiu Coelho – e nosso papel é justamente ajudar companhias a gerar valor na economia digital. O ser humano continua o mesmo, mas hoje possuímos expectativas muito diferentes. O consumidor é muito mais impaciente e arisco, e as empresas precisam entender qual é o papel que desempenham para diminuir essa fricção”. Como exemplos de dentro da companhia, o executivo mostrou que o Brasil é um dos cinco principais países do Google na utilização de plataformas e que o Waze tem São Paulo como principal cidade.

A presidente da SET – entidade organizadora do SET EXPO – Liliana Nakonechnyj, fez análise da trajetória brasileira do sistema analógico de TV até o a implantação da tecnologia de TV digital do Brasil (ISDB-TB), criada a partir do padrão japonês. “Tivemos papel de liderança nesse movimento, mas a tecnologia também lança incertezas sobre como adotar ferramentas como o IP para vídeo, utilização de nuvem, entre outras mudanças”.

Representando a contribuição do Japão na implantação da TV digital no Brasil, o vice-ministro de Comunicações do país, Masahiko Tominaga acredita que “o sucesso no desligamento do sinal analógico em cidades tão grandes como São Paulo é uma motivação importante para que outras cidades da América Latina obtenham êxito. No ano passado, celebramos 10 anos de ISDB-TB, agora em 2017 El Salvador também se juntou a esse grupo de 19 países. Esse processo é desafiador também no Japão, e não mediremos esforços para contribuir com nossos parceiros latino-americanos”. Esse padrão de sinal foi adotado em quase todos os países da América do Sul e na América Central na Guatemala, Honduras, Nicarágua e Costa Rica.

Presente na abertura, o presidente da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações – Juarez Quadros do Nascimento disse que o SET EXPO contribui para o mercado em um cenário de novas fronteiras, como o VOD (video on demand) e OTT (over-the-top). “Alguns cuidados devem ser tomados como a garantia dos direitos autorais, infraestrutura, tributação, entre outros”, opinou o dirigente. A cerimônia também recebeu Vanda Bonna Nogueira, secretária de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que fez menção às mudanças que ocorreram ao longo das décadas nesse mercado. “Dediquei minha vida à radiodifusão. Lembro-me de que, quando comecei nesse campo, o modelo PAL-M (analógico) ainda estava sendo implantado”.

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