PSOL Pernambuco define por candidatura própria em 2018

Com uma nítida caracterização do que representa o desgoverno Paulo Câmara, responsável direto pelo desmonte do estado, devido ao modelo de desenvolvimento que inviabilizou termos o estado como indutor e propagador de políticas sociais, devido a fragilidade das finanças, nos levando a um caos na segurança pública, a péssima qualidade dos serviços públicos, e uma crise social e econômica profunda.

Não se confundindo com a farsa de oposição representada pelo Senador Armando Monteiro, que defende projeto idêntico do que segue sendo aplicado pelo PSB desde do governo Eduardo Campos.

Afastando-se do discurso confuso de setores da esquerda que serviram localmente a projetos de oligarquias, e que agora tentam se apresentar descolados e sem culpa da situação lamentável que os Pernambucanos enfrentam. Bem como representando localmente a posição que mais profundamente desconstruiu e desmobilizou a esquerda no Brasil, o lulismo, que com suas alianças com as elites e campo conservador da sociedade, permitiu o acúmulo de forças do setor que aplicou o golpe parlamentar que levou Temer a ser Presidente.

Entendendo o PSOL como parte central da reorganização da esquerda e elemento viabilizador de um diálogo com setores da sociedade que estão fora de dinâmicas partidárias, mas atuam e elaboram nas mais variadas e importantes pautas, para construção de um programa que represente ativistas, movimentos sociais, entidades e a esquerda social pernambucana.

Na noite desta quinta, 03 de agosto, a Executiva Estadual aprovou resolução que define que teremos candidatura própria ao Governo de Pernambuco. Um grande acerto no caminho de seguirmos cumprindo a tarefa de sermos um partido das pautas contemporâneas e que não abandona as bandeiras históricas da luta socialistas. Estamos trilhando o desafio de apresentar o PSOL como Alternativa real de projeto para uma sociedade mais justa, igualitária e livre. Que acertemos nos próximos passos e sigamos nas ruas lutando e nas eleições apresentamos esse projeto que precisa ir além do PSOL, mas no qual não abdicamos do nosso protagonismo.

Zé Gomes
Executiva Estadual do PSOL Pernambuco

RESOLUÇÃO APROVADA

Em defesa da democracia, contra a retirada de direitos, para avançar nas conquistas, o PSOL terá cara própria em 2018.

Em um intervalo de aproximadamente trinta dias, destruíram os direitos trabalhistas de 74 anos previstos na CLT através da sua fragilização, condenaram Lula a 9 anos de prisão e livraram Temer de um processo de cassação, quando o plenário da Câmara recusou o pedido para a abertura do processo contra o Presidente ilegítimo. Os setores estratégicos da burguesia golpista aceleram o desmonte dos direitos sociais e políticos da sociedade brasileira com suas medidas regressivas. 

Enquanto os ajustes do capital são feitos nos andares de cima, os governadores e prefeitos vão se adaptando a agenda regressiva e conservadora, arrochando salários dos servidores, cortando verbas de setores estratégicos e reprimindo aqueles que estão à margem da sociedade de consumo, criminalizando a pobreza e abarrotando os presídios de pobres e negros. 

O PSOL e sua bancada federal se colocaram claramente contrários ao golpe, mobilizando sua militância em defesa da legalidade, sem deixar de demarcar nossas diferenças com o governo Dilma. 

Importante também destacar o papel da Frente Povo Sem Medo na resistência e mobilização contra a agenda regressiva do governo golpista, a mobilização da sociedade pelas diretas já e eleições gerais, a retomada das ruas pela esquerda e a greve geral de 28 de abril, ainda que insuficientes para mudarem a correlação de forças, mostram que existe mobilização social suficiente para retomar a luta e a construção de alternativas à esquerda para o Brasil.

A ação em frente única com diversos setores sociais, políticos e partidários contra o golpe e seu programa econômico, não pode significar perder de vista a necessidade de reorganizar a esquerda para a disputa eleitoral de 2018 (ou antes de 2018 se vitoriosa a campanha por antecipação de eleições) em torno de um programa que supere nacionalmente as limitações do Lulismo e no estado derrote o desgoverno do PSB.

O governo Paulo Câmara, é a continuidade do projeto político de Eduardo Campos, que foi baseado em um modelo de desenvolvimento econômico fundamentado em isenções e incentivos fiscais ao empresariado, que se esgotou e deixou o Estado em profunda fragilidade financeira. O atual Governo desmorona sem rumo com consequências graves para a população. A violência, o estado precário do serviço público, as obras paradas e o envolvimento cada vez mais evidente dos principais agentes políticos do PSB em esquemas de corrupção. Tudo isso revela sua falência política e administrativa. 

Por outro lado, a oposição feita pelo senador Armando Monteiro não dialoga com as necessidades da classe trabalhadora pernambucana e não apresenta programa para a superação da crise instaurada no Estado. Suas posições políticas em favor das reformas regressivas, suas articulações políticas com o PSDB e o DEM no estado revelam qual será a prioridade estratégica de um possível governo. 

Nos últimos anos o PT e o PCdoB não tem se apresentado como alternativa de esquerda ao povo pernambucano, sempre se aliando a projetos das oligarquias, sendo capitaneados, ora pelo PSB de Paulo Câmara e Eduardo Campos, ou junto ao PTB de Armando Monteiro, não tendo legitimidade para se apresentar como o novo neste processo. Desde sua fundação o PSOL tem se apresentado como um projeto de esquerda nas eleições do Estado.
Por isso, nas eleições de 2018 o Partido Socialismo e Liberdade em Pernambuco terá candidatura própria ao Governo do Estado. É urgente lançar nossos nomes de pré-candidatos e iniciarmos o debate com o povo acerca da falência do Estado, construindo um programa político com nossas bases no interior e na RMR, convidando os setores progressista da sociedade, da academia, dos sindicatos e movimentos sociais. Por isso, reafirmamos que o partido terá candidaturas majoritárias próprias e apresentaremos chapas proporcionais amplas e espalhadas por todo o estado. 

A expressão da intervenção institucional do PSOL representada pelo mandato de oposição a gestão do PSB na Prefeitura do Recife do Vereador Ivan Moraes, e pelo mandato também de oposição ao Governo do PSB em Pernambuco, do Deputado Edilson Silva, nos colocam a tarefa de não recuar nessa presença institucional, a manutenção de um mandato do PSOL na ALEPE é central na nossa participação no processo eleitoral de 2018.

Trabalhamos para que PSOL esteja a serviço das lutas em Pernambuco e o compreendemos como parte importante do processo de reorganização de esquerda, no qual participam outros setores sociais importantes que estão superando os limites da estratégia de conciliação de classes que o lulismo representa.

Preservamos o PSOL para intervir na conjuntura de forma consequente e contribuir para a construção de uma alternativa que se expressa na luta direta e radical. Cada vez mais enquanto partido militante e presente nas ocupações, travamentos, greves gerais, paralisações de categorias e que defenda um projeto de esquerda, ecossocialista e de luta contra as opressões em Pernambuco.

Repudiamos qualquer tentativa de sobrepor a responsabilidades das nossas instâncias de tratar e acordar questões de tática eleitoral. A direção estadual do PSOL Pernambuco será sempre o interlocutor prioritário nessas discussões.

O PSOL Pernambuco deve iniciar com urgência um amplo debate programático com sua militância, com seus quadros políticos, respeitando nossa diversidade interna e nossas instâncias partidárias. Continuando aberto para absorver elaborações programáticas de ativistas independentes, movimentos sociais, da esquerda social do estado, de organizações e coletivos políticos que tenham ou não legalidade partidária. Saudamos os setores da esquerda pernambucana que apresentam possibilidades de desvinculação eleitoral e política com o PSB de Paulo Câmara e o PTB de Armando Monteiro e convidamos para iniciar conosco um grande processo de debate e de articulação da classe trabalhadora em torno de um programa socialista e popular para o Estado de Pernambuco. 

Executiva Estadual do PSOL Pernambuco
Recife, 03 de Agosto de 2017

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