Pelo menos 8 Estados dão privilégio para a aposentadoria de políticos

Do Estadão

Mudanças previstas pelo governo federal na reforma da Previdência não atingiriam deputados estaduais. Crédito: Beto Barata/PR

Anunciada como medida para acabar com privilégios, a reforma da Previdência pode deixar benesses para deputados da ativa e aposentados de ao menos oito Estados, caso não haja mudanças em regimes especiais de aposentadoria. De forma geral, esses parlamentares podem se aposentar aos 60 anos e com o último salário na função, que é de R$ 25.322,25. O teto do benefício pago hoje pelo INSS é de R$ 5.531,31.

Se aprovada a reforma da Previdência, que pretende estabelecer idade mínima para aposentadoria, eles também teriam vantagem. Os deputados estaduais de RS, CE e SE contam com regras específicas de Previdência. PA, BA, MT, MG e RS têm institutos de Previdência em liquidação ou extinção, mas as regras mais vantajosas poderão permanecer.

Para arregimentar apoio à reforma da Previdência – projeto considerado crucial pelo Planalto –, a Secretaria de Governo da Presidência, responsável pela articulação com o Congresso, já tinha pedido a antecipação do pagamento de R$ 1,8 bilhão em emendas parlamentares para conseguir reverter o placar desfavorável ao projeto na Câmara.

Mas, o presidente Temer ainda tem outros desafios, além da reforma, como garantir o necessário apoio dos tucanos e dar respostas convincentes que expliquem a sua relação com o coronel da PM João Baptista Lima, o 'coronel Lima' das delações da JBS. "Assim como o sítio e o triplex complicam Lula, a casa da filha complica Temer", escreve Eliane Cantanhêde.

Em entrevista ao Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso argumenta que a sucessão de denúncias pesa sobre a permanência do PSDB no governo Temer. "A imensa maioria está unida contra a corrupção e a favor de passar a limpo as instituições."

Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nega que a continuidade do apoio do PSDB a Michel Temer seja moeda de troca por aliança no próximo ano: "Precisamos valorizar a reforma trabalhista, que é histórica".

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