CRISE VAI SE APROFUNDAR SE PSDB CONTINUAR A APOIAR GOVERNO QUE ACABOU, DIZ DEPUTADO TUCANO


Deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE) defendeu a saída do partido da base aliada do governo Michel Temer. A situação é muito grave. O presidente tem perdido governabilidade, e já havia dificuldades. As questões éticas e a falta de apoio político ao governo com certeza comprometem a possibilidade de reformas mais profundas, e é por isso que boa parte da bancada do PSDB hoje defende que o partido atue de forma independente, entregando os cargos no governo, mas sem deixar de votar as matérias de interesse do país e sem querer buscar o quanto pior melhor", disse; Para o parlamentar, "a crise se aprofunda se nós continuarmos a render e dar força a um governo que acabou"

Pernambuco 247 - Deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE), um dos principais expoentes do chamado grupo dos "cabeças pretas", como é conhecida a ala mais jovem da legenda tucana, defendeu a saída do partido da base aliada do governo Michel Temer. A situação é muito grave. O presidente tem perdido governabilidade, e já havia dificuldades. As questões éticas e a falta de apoio político ao governo com certeza comprometem a possibilidade de reformas mais profundas, e é por isso que boa parte da bancada do PSDB hoje defende que o partido atue de forma independente, entregando os cargos no governo, mas sem deixar de votar as matérias de interesse do país e sem querer buscar o quanto pior melhor", disse o parlamentar em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo ele, o desejo para que o PSDB desembarque o quanto antes do governo Temer não está restrito a ala mais jovem da legenda. "Não está restrito aos jovens coisa alguma. Temos deputados de muitos mandatos, e acho que é uma simplificação essa coisa de jovem ou de cabeça preta. Temos pessoas muito experientes com essa posição. Ela é majoritária nos jovens, mas presente em diversos grupos do partido", afirmou.

Para o parlamentar, "a crise se aprofunda se nós continuarmos a render e dar força a um governo que acabou, que dificilmente conseguirá votar pautas importantes como a reforma da Previdência e já tem dificuldade em concluir a reforma trabalhista. A tendência é que novos escândalos continuem a aparecer, porque o formato e o modelo que o governo está montado tendem a trazer novas instabilidades e novos escândalos. Quanto mais rápido a gente conseguir virar a página e eleger um novo presidente, mais rápido a gente pode estabelecer estabilidade política e manter a pauta econômica", avaliou.

Apesar disso, ele observa que "mudar a Constituição, evidentemente, é um casuísmo" de maneira a permitir a realização de eleições diretas.

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