GOVERNADOR DE PE VAI DE ENCONTRO AO PSB E DIZ APOIAR REFORMAS DE TEMER



Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, insurgiu-se contra o seu próprio partido, o PSB, que nesta segunda-feira (25) decidiu fechar questão e votar contra o projeto de reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo Michel Temer. Câmara, que juntamente com a maior parte do PSB apoiou o golpe parlamentar que depôs a presidente eleita Dilma Rousseff, disse, por meio de nota, que discussão sobre o assunto foi "superficial". "Respeito a posição tomada pelo partido, mas continuo defendendo a manutenção do diálogo. Por isso, entendo precipitado e discordo do fechamento de questão sobre a votação da Reforma da Previdência", disse.

Câmara, que nesta terça-feira (25) participa de uma reunião com Temer e outros 17 governadores, além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir o apoio as reformas, disse entender que "o Brasil necessita de uma Reforma da Previdência, excluindo mudanças que prejudiquem os mais vulneráveis, como os trabalhadores rurais, especialmente os do Nordeste. Mais uma vez, infelizmente, podemos pagar o preço de uma discussão superficial, que não avalia corretamente o impacto que a ausência dessa reforma terá sobre o futuro do Brasil", destaca o texto da nota.

Segundo ele, "o Governo não dimensionou corretamente a reação contrária à Reforma, ao enviar uma proposta ao Congresso Nacional antes de estabelecer diálogo com setores importantes da sociedade, que poderiam ter evitado esse desgaste atual". Para o governador, "sem diálogo será impossível o Brasil superar os atuais desafios nacionais".

Confira a íntegra da nota:

"O Brasil necessita de uma Reforma da Previdência, excluindo mudanças que prejudiquem os mais vulneráveis, como os trabalhadores rurais, especialmente os do Nordeste.

Mais uma vez, infelizmente, podemos pagar o preço de uma discussão superficial, que não avalia corretamente o impacto que a ausência dessa reforma terá sobre o futuro do Brasil.

O Governo não dimensionou corretamente a reação contrária à Reforma, ao enviar uma proposta ao Congresso Nacional antes de estabelecer diálogo com setores importantes da sociedade, que poderiam ter evitado esse desgaste atual.

É verdade que as alterações promovidas pelo Governo na proposta original foram importantes, corrigiram problemas evidentes, mas ainda necessita de mais diálogo.

A decisão do PSB reflete muito essas questões. Respeito a posição tomada pelo partido, mas continuo defendendo a manutenção do diálogo. Por isso, entendo precipitado e discordo do fechamento de questão sobre a votação da Reforma da Previdência.

Insisto: sem diálogo será impossível o Brasil superar os atuais desafios nacionais".

Paulo Câmara
Governador de Pernambuco"

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