Rebelião na Funase de Caruaru termina com sete mortos

De acordo com a Polícia Militar, um deles teve as mãos decepadas


Tumulto foi controlado na madrugada desta segunda-feira (31). / Foto: Reprodução/Cortesia para Rádio Jornal
Tumulto foi controlado na madrugada desta segunda-feira (31).
Foto: Reprodução/Cortesia para Rádio Jornal
JC Online
Com informações da Rádio Jornal e TV Jornal


Sete sócio-educandos morreram durante uma rebelião registrada na Fundação de Atendimento Socieducativo (Funase) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na noite desse domingo (30). 


De acordo com informações da Polícia Militar repassadas à Rádio Jornal, um deles teve lesões na cabeça e mãos decepadas e outros seis morreram carbonizados em decorrência de um incêndio. Inicialmente, um grupo de internos invadiu uma ala e matou três adolescentes no banheiro de uma cela. Depois eles assassinaram mais quatro jovens de outro setor.

Eles quebraram paredes e atearam fogo em colchões, roupas e móveis. Quando perceberam a chegada do reforço policial, os internos também lançaram pedras e pedaços de pau sobre o muro. Bombas de efeito moral foram utilizadas pelos oficiais para conter os sócio-educandos.

Ainda não há informações sobre os motivos do tumulto, que foi controlado na madrugada desta segunda-feira (31). Nenhuma fuga foi registrada.

Os corpos foram levados para o Instituto de Medicina Legal  (IML) de Caruaru. Segundo funcionários, a unidade tem capacidade para 90 internos, mas estava abrigando 205.
Mais informações no site da TV Jornal e Rádio Jornal.


Rebelião na Funase de Timbaúba


Na terça-feira (25), uma rebelião registrada no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Timbaúba, na Zona da Mata Norte do Estado, deixou quatro internos mortos.  Uma briga entre grupos rivais levou sócio-educandos a atearem fogo a colchões e a destruir móveis e objetos da área administrativa do Case de Timbaúba. Sete jovens foram socorridos para uma unidade de saúde da cidade.

Em nota, a assessoria de imprensa da Funase informou que a corregedoria do órgão abru sindicância para apurar o motim e que ela "tem um prazo de 20 dias para ser concluída, podendo ainda ser prorrogada por mais 20 dias". O  assessor técnico da unidade, Jaime Santos da Silva, foi exonerado. Ana Lúcia Gusmão Brindeiro foi nomeada ao posto.

Após a ocorrência o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) alertou que a tragédia poderia voltar a se repetir em outras unidades. “A Funase é uma instituição falida. Ela não tem projeto pedagógico, não tem estrutura, há superlotação, maus-tratos e tortura. A mão de obra é desqualificada, ganha pouco e tem contrato temporário. Não é um lugar de ressocialização e sim de internamento”, afirmou a presidente do Cedca, Lourdes Vinokur.

A Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude respondeu que a Funase “desenvolve uma política de respeito aos direitos humanos” e que todos os agentes são treinados dentro desses princípios. “Atos irregulares individuais não representam o comportamento da maioria”.

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