JOÃO PAULO AO 247: "NEM PRECISAMOS FALAR MAL DA GESTÃO DO PSB. ISSO ACONTECE POR SI SÓ"



Ex-prefeito João Paulo, atual candidato à Prefeitura do Recife pelo PT, disse com exclusividade ao 247 que o atual prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio (PSB), se "especializou em vender ilusões" e que não teme que o resultado final do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff ou que os desdobramentos da Operação Lava Jato respinguem sobre a sua postulação; "Se de um lado temos a Lava Jato, do outro existe a Operação Turbulência. Portanto não acho que ele ou o PSB queiram replicar isso no Recife ", destacou; segundo ele, a campanha municipal deverá girar em torno dos problemas da cidade e do desmonte da estrutura e das ações que aconteceram nos últimos anos

Paulo Emílio, Pernambuco 247 - O ex-prefeito João Paulo, candidato à Prefeitura do Recife pelo PT, disse que o atual prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio (PSB), se "especializou em vender ilusões" e que não teme que o resultado final do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff ou os desdobramentos da Operação Lava Jato respinguem sobre a sua postulação. "Se de um lado temos a Lava Jato, do outro existe a Operação Turbulência. Portanto não acho que ele ou o PSB queiram replicar isso no Recife", destacou. Segundo ele, a campanha pela cadeira do Executivo municipal deverá girar em torno dos problemas da cidade e do desmonte da estrutura e das ações municipais que aconteceram nos últimos anos.

"O que vimos em quatro anos desta gestão foi o desmonte de 12 anos de gestão do PT (O PT esteve à frente da Prefeitura do Recife por 12 anos, oito deles com João Paulo). É preocupante a situação atual dos postos de saúde, a falta de remédios na farmácia municipal, a merenda escolar de péssima qualidade, a redução do material escolar fornecido aos estudantes...", diz João Paulo. "Nós nem precisamos falar mal da gestão dele, isso fala por si mesmo. A situação é tão ruim que é até estranho que mesmo com o apoio do Governo do Estado (governador Paulo Câmara, PSB), e agora Federal, por meio do governo Michel Temer, que chegou lá apoiado pelo PSB, ele não consiga estar á frente das pesquisas eleitorais". Isso é um sinal seríssimo de insatisfação, avaliou.

Para João Paulo, o desespero do rival socialista pode ser evidenciado na "paternidade de obras" que são apresentadas à população como de projetos próprios do PSB. "Nunca pensei que ele (Geraldo Julio) chegasse a tanto como se apropriar de obras e também pela desonestidade com Lula e Dilma (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente eleita Dilma Rousseff) que tanto ajudaram os governos do PSB. O Hospital da Mulher, 64% dele foi construído com recursos da União e de repasses de emendas parlamentares. Nós demos três premiações do UNICEF às maternidades municipais e eles perderam. Eles abandonaram o Programa Clarice Lispector, de proteção à mulher. Na Bahia, ACM Neto deve ganhar a eleição no primeiro turno e não teve o apoio que ele teve do governo federal", disparou.

João Paulo diz, ainda, que a máquina municipal foi "inchada" para acomodar aliados e que caso ganhe a eleição será preciso fazer uma reforma administrativa. "Ele aumentou por cinco o número de cargos comissionados e de secretários executivos. Só aí são cerca de R$ 140 milhões. Pretendemos reduzir isso pela metade. Só aí são cerca de R$ 70 milhões que poderão ser empregados em obras e ações", diz.

João Paulo diz que, caso vença a corrida eleitoral, não deverá ter dificuldades para conseguir apoio à sua gestão junto aos governos estadual, federal e também junto à bancada de parlamentares adversários ao PT. "Quando fui prefeito governei tendo Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) como governador e Fernando Henrique Cardozo (PSDB) como presidente. Nesta linha, conseguimos retomar o transporte clandestino do Recife, com o apoio de Jarbas, e o sistema de saneamento integrado de Mustardinha e Mangueira, com recursos federais, por exemplos. Não acho que vão prejudicar a neste sentido", observou. Ele disse também que Pernambuco conta com quatro ministros no governo Temer "e, sinceramente, não acho que eles serão antirrepublicanos com o Recife".

João Paulo também destacou que um dos pontos de maior preocupação é com o "desmantelamento" da estrutura financeira da capital pernambucana. "A informação que corre é que não terá mais dinheiro para pagar o funcionalismo após outubro. Existem dívidas com o pagamento da coleta e tratamento de lixo, que pé um valor elevado, e até coisas menores como o pagamento de cachês de artistas e aquisição de remédios. E em meio a tudo isso, ele ainda tem devolvido dinheiro por não ter conseguido utilizar, como os R$ 14,5 milhões que devolveu ao Ministério das Cidades, por exemplo.

Para o petista, existe um "claro sentimento de revolta crescente entre servidores municipais e a população. Existem dificuldades para que os vereadores defendam o nome dele em suas bases. A omissão dele em muitos pontos também tem levado a isso. No caso do Uber, por exemplo, ele diz espera uma decisão nacional. Ora o problema está aqui. Ambas as categorias, motoristas do Uber e taxistas, precisam se entender e trabalhar. Como ele não faz nada existem protestos e bloqueios. Vamos chamar para conversar e resolver a situação o quanto antes", exemplificou. "Por conta disso, os taxistas bloquearam a entrada de alguns bairros para impedir que ale fizesse campanha lá", afirmou.

Em nível nacional, João Paulo disse que a celeuma provocada pelo impeachment deverá baixar em médio prazo e aí se poderá ver melhor o desmonte da gestão e a perda dos direitos sociais e trabalhistas que aconteceram nas gestões de Lula e Dilma. "É uma situação complicada esta dos golpistas. Eles deram o golpe na Dilma e queriam dar um golpe em Renan. Mas Renan foi quem deu um golpe neles ao promover o fatiamento do impeachment. O PSDB queria inviabilizar Dilma e também quer tirar o Lula do páreo de 2018. Neste caso, o PSDB ficaria sozinho para disputar 2018. Mas Renan foi esperto... caso eles inviabilizem Lua ainda tem a Dilma para enfrentar os tucanos em 2018. Daqui a dois anos o povo vai comparar as conquistas de Lula e Dilma com o governo Temer. De certa forma isso já está acontecendo aqui no Recife", destacou.

"O efeito impeachment está sendo reduzido gradativamente. Não sei se é o suficiente para impactar as eleições municipais, mas está se diluindo", finalizou

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